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Mensagens

A mostrar mensagens de abril, 2012

Poema Matemático

Um Quociente apaixonou-se Um dia Doidamente Por uma Incógnita. Olhou-a com seu olhar inumerável E viu-a, do Ápice à Base... Uma Figura Ímpar; Olhos rombóides, boca trapezóide, Corpo ortogonal, seios esferóides. Fez da sua Uma vida Paralela à dela. Até que se encontraram No Infinito. "Quem és tu?" indagou ele Com ânsia radical. "Sou a soma do quadrado dos catetos. Mas pode chamar-me Hipotenusa." E de falarem descobriram que eram O que, em aritmética, corresponde A alma irmãs Primos-entre-si. E assim se amaram Ao quadrado da velocidade da luz. Numa sexta potenciação Traçando Ao sabor do momento E da paixão Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais. Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas E os exegetas do Universo Finito. Romperam convenções newtonianas e pitagóricas. E, enfim, resolveram casar-se. Constituir um lar. Mais que um lar. Uma Perpendicular. Convidaram para padrinhos O Poliedro e a Bissectriz. E fizeram planos, equações e diag...

(Des)construir imagens

Dia Internacional do livro Pelas páginas viajamos Em enredos vários Personagens, vivências, tristezas, Recordações... Levam-nos a mundos (des)conhecidos A estórias que podem ser as nossas A mundos sobrenaturais A lugares nunca antes vistos Um livro pode ser uma amigo Um companheiro das outras difícieis Alguém que preenche os nossos momentos e silêncios Boas leituras?

Selo

A Margarida, do blog  http://ospedacosdeamor.blogspot.pt/ , teve a amabilidade de me enviar este bonito selo. Foi o primeiro selo que este meu pequeno espaço recebeu, por isso Margarida, MUITO OBRIGADA. Qual o teu destino de férias de sonho? Nova Iorque. Adorava conhecer esta cidade cada vez que vejo imagens ou leio algo sobre ela cresce em mim uma vontade enorme de estar fisicamente nesta cidade e absorver tudo aquilo que tem para oferecer. O que gostas de fazer nos tempos livres? Nos meus tempos livres gosto muito de ler, ver televisão, ir ao cinema e estar com as pessoas especias que preenchem a minha vida. O que te faz feliz é... Partilhar o tempo com os meus amigos. Ser psicóloga e partilhar o tempo e os meus conhecimentos com aqueles que precisam de um "empurrão" na vida. Faz-me muito feliz ver a influência que o meu trabalho tem nas pessoas. Sentes falta de... Coimbra. A cidade onde vivi durante os meus tempos de estudante. Uma cidade que guarda um conjunto de vivên...

Opinião | "Fama Mortal" (Série Mortal #3) de J. D. Robb

Este foi o segundo livro que li desta saga de policiais. Infelizmente, não comecei a saga pelo início, mas irei ler os anteriores porque fiquei rendida aos crimes que a tenente Eve Dallas tem de resolver, assim como, aos mistérios que envolvem a sua vida pessoal. A escrita é muito fluída e facilmente nos vemos envolvidos na estória. A nossa mente participa activamente na busca pelo responsável do crime. Reconstruímos os factos, procuramos provas e tentamos identificar o criminoso. Sim tentamos, porque no fim somos surpreendidos com o desenrolar dos acontecimentos.   Eve, paralelamente aos complexos crimes que tem para resolver, vê-se obrigada a enfrentar os fantasmas, até aí adormecidos, do seu passado. Roarke, o seu futuro marido, desempenha um papel crucial no modo como a tenente tem de lidar com o seu passado e com os terríveis acontecimentos que a marcaram profundamente.   Classificação

Poetic Dreams

Às vezes, em sonho triste Às vezes, em sonho triste Nos meus desejos existe Longinquamente um país Onde ser feliz consiste Apenas em ser feliz. Vive-se como se nasce Sem o querer nem saber. Nessa ilusão de viver O tempo morre e renasce Sem que o sintamos correr. O sentir e o desejar São banidos dessa terra. O amor não é amor Nesse país por onde erra Meu longínquo divagar. Nem se sonha nem se vive: É uma infância sem fim. Parece que se revive Tão suave é viver assim Nesse impossível jardim. Fernando Pessoa

Diferentes formas de comunicar

Numa reunião de pais numa escola, a professora ressalvava o apoio que os pais devem dar aos filhos e pedia-lhes que se mostrassem presentes, o máximo possível… Considerava que, embora a maioria dos pais e mães trabalhasse fora, deveriam arranjar tempo para se dedicar às crianças. Mas a professora ficou surpreendida quando um pai se levantou e explicou, humildemente, que não tinha tempo de falar com o filho nem de vê-lo durante a semana, porque quando ele saía para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava a dormir e quando regressava do trabalho era muito tarde e o filho já dormia. Explicou, ainda, que tinha de trabalhar tanto para garantir o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava compensá-lo indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa. Mas, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá...

Frases Marcantes

Os mortos, pura e simplesmente, regressam ao sítio onde estiveram antes de nascer. É muito bonito, mas infelizmente nós esquecemo-nos dele quando viemos ao mundo... Se nos lembrássemos, ninguém queria viver nesta terra um único dia. Sveva Casati Mondignani, O jogo da verdade ?

(Des)Construir imagens

Por muitas que sejam as adversidades com as quais tenhamos que lidar, o mais importante é não desistir ao primeiro obstáculo.

Frases Marcantes

Pode ser uma dor eterna. Não te atormentará todos os dias e em cada minuto, mas, sempre que pensares nele, haverá tristeza no teu coração pelo que aconteceu. Danielle Steel, Mensagem do Vietname ?

Opinião | "Mensagem do Vietname" de Danielle Steel

              Neste livro é nos apresentada a estória de Paxton, uma jovem que cresce numa família rígida e fria, uma família que evita o contacto emocional. Estas características familiares não estão em sintonia com a personalidade afável e calorosa de Paxton. A única pessoa da família que partilhava com quem Paxton se identificava era o pai que morreu quando ela tinha apenas 11 anos. Após a morte do pai, foi obrigada a conviver com uma mãe e um irmão distantes, que não a compreendiam. Não sentia que pertencia aquele lugar e o seu sonho era partir... Apenas a Queenie, a ama, oferecia a Paxton amor, afecto e compreensão.   Paxton cresce e chega o momento de entrar na Universidade. Contrariando os desejos da mãe, parte para uma universidade na Califórnia onde se torna numa estudante brilhante conhece Peter, irmão da sua companheira de quarto e por quem se apaixona. Vive uma amor recheado de pureza e inocência. Foi o seu primeiro amor.   Até este momento foram vários os factos que marcar...

Opinião | "Português Suave" de Margarida Rebelo Pinto

  Não sou grande fã de Margarida Rebelo Pinto. Este meu desinteresse não se deve ao conteúdo narrativo das estórias, mas sim ao modo de escrever da autora. Acho que ela, por vezes, exagera nos palavrões acabando por desvalorizar o livro e as suas ideias no que respeita ao enredo e às personagens.   O livro apresenta-nos a estória de uma família portuguesa, de classe alta, que guarda segredos, vivências dolorosas, mistérios... Todos os elementos desta família têm uma forma muito própria de vivênciar as suas relações amorosas, os conflitos que delas emanam e o tipo de pessoas com quem se envolvem.   Todos os acontecimentos são narrados partindo de diferentes perspectivas, ou seja, todos os elementos da família são narradores participantes da história. Cada um deles apresenta a sua visão dos factos e emite a sua opinião acerca do comportamento e atitudes dos outros membros que compõem esta família.   No fim, um mistério abala os fortes laços que unem esta família, mas é esta mesma força q...

Opinião | "Um Natal que não esquecemos" de Jacquelyn Mitchard

  A temática que serve de base a este livro tem tudo para o transformar num grande livro. Contudo, a pouca profundidade com que os diferentes aspectos são abordados faz com que não sentimos presos ao livro. Não permite, ao leitor, um envolvimentos com a estória e com as personagens.   Laura descobre que tem poucas horas de vida e vê-se abraços com uma grande quantidade de coisas que quer resolver. São muitas as pessoas de quem se quer despedir, as filhas, a mãe, os irmãos e o marido... O que torna tudo isto mais trágico é que tudo acontece a poucos dias do Natal.   Os momentos em que são narradas as despedias são emocionalmente intensos. Levam-nos a reflectir sobre a  nossa própria vida e sobre o que gostaríamos de fazer, quem gostaríamos de ver, o que gostaríamos de dizer se estivéssemos a poucas horas de deixar o mundo em que vivemos.   Mesmo perante uma tragédia, a autora consegue introduzir algum humor, principalmente na forma como a Laura encara o último dia da sua vida.   Laura, ...