O que é irresistível em fazer arte - ou em fazer seja o que for, suponho - é o momento em que a ideia nebulosa e imaterial se torna sólida, uma coisa, uma substância num mundo de substância. *** Coloco as mão sobre as orelhas, inclino-lhe a cabeça para traz e beijo-a - e tento pôr o meu coração no dela, para que o guarde em segurança, não vá eu perdê-lo de novo. *** (...) sei como a ausência pode estar presente como um nervo danificado, como uma ave negra. Amo-te sempre. O tempo é nada. Audrey Niffenegger, A mulher do viajante no tempo