Neste livro é nos apresentada a estória de Paxton, uma jovem que cresce numa família rígida e fria, uma família que evita o contacto emocional. Estas características familiares não estão em sintonia com a personalidade afável e calorosa de Paxton. A única pessoa da família que partilhava com quem Paxton se identificava era o pai que morreu quando ela tinha apenas 11 anos. Após a morte do pai, foi obrigada a conviver com uma mãe e um irmão distantes, que não a compreendiam. Não sentia que pertencia aquele lugar e o seu sonho era partir... Apenas a Queenie, a ama, oferecia a Paxton amor, afecto e compreensão.
Paxton cresce e chega o momento de entrar na Universidade. Contrariando os desejos da mãe, parte para uma universidade na Califórnia onde se torna numa estudante brilhante conhece Peter, irmão da sua companheira de quarto e por quem se apaixona. Vive uma amor recheado de pureza e inocência. Foi o seu primeiro amor.
Até este momento foram vários os factos que marcaram a história política no mundo. O assassinato dos Kennedy, de Matin Luter King, marcaram uma geração e os valores pelos quais essa geração lutava. Foi um período marcados por revoluções às quais Paxton não era indiferente. O culminar deste acontecimentos marcaram o inicio da Guerra do Vietname e com ela foram arrastados vários jovens americanos. Peter foi um deles.
Paxton e Peter tinham uma ligação muito forte e a chamada do jovem para a guerra deixou-a muito triste, mas a maior dor aconteceu uma semana depois quando Peter morreu no Vietname. Paxton, enquanto lida com a sua dor toma uma decisão partir para o Vietname como jornalista e transmitir a verdade do que lá se passa.
No Vietname, Paxton testemunha um cenário de miséria, morte, dor, perda, tristeza... Estabelece novas amizades e a sua personalidade fica profundamente alterada. Desenvolve um trabalho jornalístico fantástico arriscando a sua própria vida e apaixona-se por dois soldados, primeiro por Bill e depois por Tony.
A guerra acaba por lhe roubar os amigos, Bill e Tony. Bill é morto e combate e Tony é dado como desaparecido. Após o desaparecimento de Tony, Paxton abandona o Vietname e regressa aos EUA, mas o seu coração acalentava a eterna esperança de que Tony possa estar vivo... Passado cinco anos resolve regressar ao Vietname e o inesperado acaba por acontecer.
É um livro fantástico... Um livro que faz emergir as nossas mais profundas emoções. As lágrimas, muito facilmente, toldam-nos a visão e somos incapazes de não sentir a dor de Paxton. O cenário de guerra é descrito de uma forma muito pormenorizada, havendo momentos em que parece que estamos presentes naqueles combates, naquele cenário de morte e horror.
Como grande ponto positivo assinalo toda a construção da narrativa, dos diferentes acontecimentos e dos movimentos das personagens. É uma história muito bem construída que desperta em nós sentimentos vários, que nos faz olhar para as personagens como se as conhecêssemos, sentindo-as parte de nós. É um livro muito marcado pela perda e pela dor, mas se assim não fosse não transmitiria o cenário de guerra de uma forma tão real.
Não consigo encontrar um ponto negativo neste livro. É certo que o final do livro não me deixou satisfeita, uma vez que a autora optou por uma narrativa aberta e tive que deixar, à minha imaginação, a responsabilidade de imaginar o que se terá passado a seguir. Contudo, não considero como um ponto negativo. Foi uma opção da autora deixar nas mão do leitor a possibilidade de traçar os rumos futuros destas personagens magníficas.
É um livro que nos faz pensar... Que nos faz reflectir sobre o nosso papel no mundo, sobre o tempo que temos para partilhar com os outros, sobre a forma como vivenciamos as nossas relações. Faz-nos ver que o simples facto de estarmos constantemente em risco, faz-nos viver as coisas de uma forma mais intensa. Demonstram-nos que todas as pessoas que passam pela nossa vida deixam algo em nós, e, quando partem, essa parte delas permanece no nosso intimo não permitindo que a memória as apague do coração. Todas as pessoas de quem gostamos desempenham um papel muito importante na nossa formação enquanto pessoas e, por causa desta importância permanecemos sempre ligadas a elas.
Já li uns quantos livros da Danielle Steel e regra geral gosto muito dos livros dela, este livro pelo que foi dado entender pela tua opinião é mais um daqueles livros que nos marcam.
ResponderEliminarEste livro é fantástico. De todos os que li desta autora, este foi aquele que mais gostei. Aconselho-te este, mas arranja um bom pacote de lenços... :)
ResponderEliminarÉ mesmo disso que estou a precisar!
ResponderEliminarDe chorar muito com um bom livro ;)
=)
ResponderEliminarOlá Silvana!Cá estou eu outra vez a fazer te uma visitinha ;)
ResponderEliminarBem, nunca li nada de Danielle Steel, mas amigas minhas já falaram-me muito bem dos seus livros, contudo também já ouvi comentários menos bons.
Posto isto quero dizer que fiquei "com a pulga atras da orelha" para efectivamente ler esta escritora, até porque tenho o livro "Tempo para Amar", na minha estante conheces?
Beijinhos :)
Esse livro é brilhante Carol!! Foi o primeiro que li da autora e desde daí fiquei completamente rendida. É cero que por vezes assume uma escrita um pouco lamechas o que pode irritar-nos um pouco. "Tempo para amar", antes de ler a Mensagem do Vietname", era o meu preferido. Contudo, após ler este passou para segundo lugar. Mesmo assim acho que deves começar por ler o que tens e depois salta para este... Acho que não te vais arrepeder.
ResponderEliminarBeijinhos
obrigado :)
ResponderEliminarquando puderes aparece no meu:
http://palavrassoltas-carol.blogspot.pt/
Devido à tua opinião tão favorável do livro, tive a sorte de o encontrar na Biblioteca e ontem à noite acabei de o ler.
ResponderEliminarÉ sem dúvida um dos melhores livros que já li da Danielle Steel!
A Paxton é uma mulher cheia de coragem e força, não sei se tinha sobrevivido a 3 tragédias como ela conseguiu.
Gostei tanto do romance da Paxton e do Tony! Gostei da maneira atribulada como eles começaram, gostei da cumplicidade que tinham um com um outro, gostei tanto que soube a pouco, queria mais páginas e páginas com conversas que eles tinham.
Só não gostei do final... Meteu muita política e pouca estória e eu que não percebo nada da guerra do Vietname nem dos problemas políticos da época foi um tanto ou quanto maçudo de ler.
E a maneira como eles se encontraram, aquilo passou tão depressa e tão atribulado que nem deu para apreciar devidamente. Mas pronto, esta é a minha veia romântica a falar.
Concordo contigo! Também queria mais diálogos entre a Paxton e o Tony e no fim gostava que a autora tivesse desenvolvido mais o reencontro. Afinal tinham passado cinco anos desde a última vez em que se tinham visto... A Paxton é uma força humana! Foi das personagens femininas que mais gostei até hoje...
ResponderEliminarFico contente por teres gostado do livro! :)