
Confesso que quando li a sinopse deste livro, o primeiro pensamento que me ocorreu foi "Bem isto vai ser só tristeza.". Contudo, cada vez que viajava por uma capítulo a minha vontade de passar para o seguinte era enorme... São páginas e palavras que viciam o leitor. Somos facilmente empurrados para vida de Daphne e vemo-nos a acompanhar as suas conquistas e as suas derrotas com uma enorme vontade de que as coisas terminem da melhor forma possível.
Enquanto percorremos as entranhas da vida de Daphne, esta luta pela vida na cama de um hospital depois de um acidente aparatoso. A vida de Daphne é-nos apresentada de uma forma simples, mas ao mesmo tempo emocionante, repleta de acontecimentos, perdas, conquistas, relações que qualquer humano estabelece. A primeira perda de Daphne deixa graves marcas no seu coração, mesmo assim ela é obrigada a levantar-se e a lutar contra uma perda que a vai acompanhar para o resto da vida. A perda por um filho saudável. Andrew é o resultado do amor que a unia a Jeffrey. É a lembrança, a prova de que o romance e o amor que viveu com o marido existiu. Contudo, ele nasce surdo obrigando-a a lidar com um situação nova para ela, com o preconceito daqueles que a rodeiam, com um mundo que não estava preparado para receber o seu filho. Mas ela vai à luta consegue ultrapassar essa barreira. Em simultâneo, constrói muros muito sólidos em torno de si própria contra "predadores" de estórias dramáticas. Tudo com um único fim: proteger o filho.
Depois de Jeffrey, surgem outros homens na sua vida onde conhece outros contornos que o amor pode assumir, mas também a tristeza, a morte e a desilusão deixam a sua marca.
É um livro fascinante. Um livro que nos deixa presos às personagens, às suas vidas, aos seus sentimentos... Facilmente nos vemos envolvidos na vida de Daphne, na sua luta pela vida após o acidente. É uma leitura muito fácil, com bons diálogos. São muitas as desgraças e as perdas retratadas nestas páginas, mas acima de tudo e o mais importantes que elas deixam transparecer é a forma como as pessoas lidam com elas... Porque perdas, maiores ou menores, todos as temos. Agora, a forma como lidamos com elas é que pode ser diferente e, consequentemente, atirar-nos para caminhos diferentes.
Tive pena pelo final... Esperava mais acontecimentos por parte das personagens, mais movimentações. No fundo, depois de ler e passar por tantas entranhas da vida de Daphne esperava um final mais desenvolvido, com acontecimentos mais definidos. Acho que já é estilo da autora deixar o final para a imaginação do leitor. Talvez seja esta a uma das suas maneiras de tornar os livros especiais para o leitor.
Mais um bom livro de Danielle Steel que tanto oferece ao leitor momentos em as lágrimas aparecem brilhantes nos nossos olhos, como momentos em que somos incapazes de conter um sorriso que se forma nos nossos lábios.
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