Sinopse
Aos sete anos de idade, Gabriella Harrison se sente um estorvo na vida dos pais. Ela acredita, segundo lhe dizem, que é a culpada pelo rancor da mãe e pelo fracasso de seu pai ao tentar protegê-la. Seu mundo é uma mistura confusa de terror, traição e dor. Quando resolve se tornar freira, uma grande reviravolta está prestes a acontecer. Gabriella se envolve com um padre e se vê novamente numa situação de conflito e sofrimento. Após uma terrível tragédia que os envolve, a jovem vai para Nova York e, como única forma de se recuperar e se sentir definitivamente liberta dos traumas e problemas que a assombram, decide encarar o passado de frente.
Opinião
Este é mais um daqueles livros que tem o dom de tocar o coração do leitor! Mais uma vez, Danielle Steel soube escolher as palavras certas para contar uma história que é capaz de nos deixar sem palavras. São vários os sentimentos que emergem ao longo da leitura, facilmente nos envolvemos nas situações narradas ao ponto de nos sentirmos "dentro" do livro. Por diversas vezes senti vontade de abraçar Gabriella, de a proteger... Todos os momentos do livro que narram a infância de Gabriella são muito fortes, tocantes, e nos parecem demasiado reais.
Gabriella é daquelas personagens que ficam gravadas durante muito tempo na mente dos leitores. É uma personagem forte, que desde o início do livro é colocada à prova. Não conhece uma infância feliz ao lado dos pais. A felicidade só a conhece quando é deixada pela mãe no convento. Mas este lugar seguro traz-lhe também sabores e dissabores que atiram para o mundo real. Um mundo totalmente desconhecido para ela e que lhe vem ensinar, mais um vez, as coisas boas e más da vida.
É um livro extremamente tocante (sei que já me vou tornando suspeita para falar de Danielle Steel, porque, até agora, não houve um livro que me desiludisse), com uma narrativa muito bem construída e que agarra o leitor desde a primeira página.
É importante alertar que a parte inicial do livro é marcada por episódios onde são descritos momentos de violência extrema. No que me diz respeito, posso afirmar que abalaram a minha sensibilidade (mais uma vez aqui se pode ver a fantástica capacidade da autora em descrever pormenorizadamente as situações de forma a torná-las demasiado reais), causaram-me náuseas só de pensar que infelizmente aquilo que ali foi descrito acontece no mundo real, bem à frente dos nossos olhos, mas que passa despercebido à maioria das pessoas. Mais à frente no livro surge uma outra situação violenta, também ela demasiado real que nos deixa sem fôlego e à beira das lágrimas.
Um longo caminho para casa faz-nos chorar, sorrir, leva-nos aos mais altos pontos de raiva e ódio. Toca-nos bem fundo do coração deixando-nos uma enorme sensação de incapacidade quando é necessário responder às injustiças. É uma leitura excelente!!!
Minha querida Silvana, este foi até hoje o livro da Danielle Steel que eu mais gostei.
ResponderEliminarÉ daqueles livros, como diz uma amiga minha, que veio na hora certa. Quando li esse livro estava a passar por uma fase menos boa da minha vida e por isso esse livro ainda me tocou mais. Chorei tanto com ele... Não só pelas dores da Gabriella, mas também pelas minhas.
Só espero ter sempre a força da Gabriella para ultrapassar todas as dores e problemas desta vida.
O título tem aliás tudo a ver com o livro, o caminho foi longo, mas ela chegou por fim a casa. E é isto o que todos nós buscamos.
Olá Margarida :) Por acaso, também não estou nos meus melhores dias e também me tocou imenso! É um livro que deixa sempre uma marca em nós. É daqueles livros que torna difícil partir para o próximo livro devido à enorme marca que este deixou em nós! Eu só espero, no fim, dizer também que foi um longo caminho mas no fim acabo por chegar ao lugar que sempre procurei! Obrigada pela visita! Beijinhos
ResponderEliminarEmbora tenha alturas em que perco a fé, gosto de pensar que apesar do caminho ser muito difícil um dia chegamos a casa, à nossa casa, o canto que tanto procuramos para ser feliz.
ResponderEliminarBeijinhos*
:)... Partilho do teu desabafo!
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