
Opinião
Este é o segundo livro que leio de Madeline Hunter e consigo, em termos de classificação, colocá-lo na mesma posição que o primeiro. Porém, gostei mais das personagens e do enredo que está por detrás do livro.
Christiana, uma jovem órfã que pertence à nobreza, encontra-se apaixona pelo seu cavaleiro Percy, mas vê-se obrigada a casar com David, um simples mercador (pertencente a uma posição social inferior à dela). Relativamente a esta paixão por Percy pareceu-me algo ambíguo... Faltou acontecimentos, faltaram diálogos iniciais que demonstrassem esse amor e veneração. Contudo, se estes aspectos tivessem existido no livro talvez tornassem difícil explicar a forma arrebatadora e instantânea com que Christiana se sentiu atraída para David.
David, a personagem que mais gostei, apresenta-se com uma personalidade bastante vincada. É um homem de sucesso em termos profissionais que oculta um passado muito distante da sua imagem inicial do livro. É um passado que deixa marcas e influência grande parte da sua conduta. O passado de David é algo que vai sendo mantido em segredo, é no final que os acontecimentos vão desvendando a verdadeira identidade e faceta de David.
É igualmente perceptível a evolução das personagens ao longo do livro. Na minha opinião, é Christiana quem mais evoluiu (embora continue a achar que falta mais informação inicial sobre Cristina e sobre a sua paixão pelo cavaleiro). Christiana passa de uma jovem inocente, cheia de receios, a uma jovem mulher com objectivos definidos e que se mantém fiel à sua personalidade e naquilo em que acredita.
Casamento de conveniência possui uma componente erótica. Não é excessiva e os acontecimentos são bem apresentados aos leitores.
Infelizmente, este livro possui muitas imprecisões. São palavras que estão a mais, erros ortográficos e incongruências e alguns pontos da narrativa. Relativamente a este último aspecto, apenas identifiquei dois momentos no livro. Em ambos os momentos verifica-se uma incongruência ao nível do espaço físico em que as personagens se encontram. Foram dois momentos bastante confusos no livro e em que repeti a leitura apenas para ver se me tinha distraído e se me tinha escapado alguma coisa.
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