Os seus olhos tinham uma expressão vazia e ausente, pois ele, tal como eu, tentava compreender o fosso de devastação e isolamento que a morte deixara na sua esteira, a terrível sensação do salto do conhecido para o desconhecido e a espera aterradora até atingirmos o solo e nos desfazermos em pedacinhos minúsculos, insignificantes.
Marina Nemat, A prisioneira de Teerão
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