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Opinião | "6 de Abril '96" de Sveva Casati Modignani

 


6 de Abril de '96


Autora: Sveva Casati Modignani
Ano: 2004
Editora: Asa
Número de páginas: 384 páginas
Classificação: 4 Estrelas


 

Sinopse

Numa manhã de Verão, na igreja milanesa de San Marco, uma jovem e belíssima mulher é brutalmente atacada. Quando desperta da delicada cirurgia a que foi entretanto submetida tem perante si a difícil tarefa de recuperar a sua própria identidade, já que a violência de que foi vítima lhe provocou a perda da memória. As recordações avivam-se pouco a pouco e é penosamente que ela recompõe a sua história e a da sua família. Mas é um processo doloroso, pois Irene Cordero – é este o seu nome – carrega consigo uma pesada herança. Já a mãe e a avó haviam pago caro as tentativas de seguir os ditames do seu coração, violando a moral, as convenções e a cultura de um mundo rural que as obrigava à submissão e à obediência; um doloroso estigma que tão- pouco poupa Irene que, com apenas dezoito anos, abandona o campo e parte em busca do seu próprio caminho. Porém, não obstante o sucesso profissional e o bem-estar económico, Irene não consegue encontrar o equilíbrio emocional. Será necessária uma crise profunda para que ela encontre forças para se renovar, para fazer as pazes com o passado e para aguardar o amanhã com serenidade e confiança.

 

Um romance intenso e empolgante dedicado às mulheres: as de ontem, que lutaram por assumir as rédeas do seu próprio destino, e as de hoje, que têm a sorte de poder usufruir da autonomia conquistada. Porque não há liberdade maior do que a que nos permite ser e viver segundo a nossa vontade.

 

Opinião

Descobri os livros da Sveva durante a minha adolescência e desde o primeiro livro que li, que foi A cor da paixão, fiquei fã das histórias da autora. Há livros que gosto mais, outros que não gosto assim tanto. Tudo depende do enredo com que me deparo, uma vez que a escrita é sempre envolvente e fluída.

 

Este livro é o somatório da vida de três mulheres com coragem para enfrentar as agruras da vida, mas com uma dificuldade em deixar entrar o amor nos seus corações. É no amor que encontram grandes insatisfações para a sua vida e é também o responsável por crises mais ou menos difíceis de ultrapassar. 

 

É a partir de Irene que a autora nos convida a fazer uma viagem às raízes desta mulher dando-nos a conhecer a história da sua avó Agostina e da sua mãe Rosanna.

Gostei das três histórias. Agostina e-nos apresentada como uma mulher de coragem e de personalidade decidida. Incapaz de ser submissa aos homens, trava duras batalhas em busca de si mesma. A sua filha Rosanna herda a mesma personalidade vincada da mãe, mas não é suficientemente forte deixando-se dobrar pela tristeza. Irene, filha de Rosanna, herda o que de melhor tem cada uma das suas principais referências familiares femininas, mas herda também a insatisfação em relação ao amor e à forma como olha para o casamento.

 

Gostei bastante da história familiar que une estas três mulheres. É envolvente e com algumas surpresas. No meu caso, fui mais surpreendida na história de Agostina. A história de Rosanna tem aspectos um pouco previsíveis enquanto que a história de Irene me deixou cheia de reticências. Acho que, em relação a esta última personagem, ficaram coisas por dizer e por resolver. Algumas partes não foram bem interligadas e eu esperava mais mistério e contornos obscuros no que respeita ao assalto que Irene sofre na igreja milanesa de San Marino. Senti-me um pouco desiludida porque todas as minhas teorias mirabolantes caíram por terra perante um episódio demasiado simplista. 

As relações e as vivências amorosas de Irene, também me deixaram insatisfeita. Senti falta de elos de ligações entre as partes da vida de Irene que nos eram cortadas (a história de Irene foi contada de forma intercalada com as histórias da mãe e da avó). 

Outro aspecto que estranhei foi o facto de que, no início do livro, a autora mostra-nos o primeiro contacto entre Angelo e Irene que deixa os leitores a pensar de uma forma que depois não se coaduna com o que de facto se passou. 

 

No geral posso dizer que gostei do livro e reforça a minha ligação com esta autora. Não fica a ocupar o lugar dos meus livros preferidos da autora, mas foi uma boa leitura e vai de encontro àquilo que já estava habituada.

 

Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras.  

Comentários

  1. Ola,

    Apenas li um livro da escritora, Baunilha e Chocolate e gostei sem duvida....e penso que este é igualmente um bom livro, não é muito o meu genero, embora reconheça que sabe bem volta e meia ler este tipo de livros ;)

    Bjs e bom comentário

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  2. Olá,

    O meu preferido é "Lição de Tango". Se experimentares, espero que gostes.

    Bjs e obrigada!

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  3. Olá Silvana! td bem?Quando li o meu primeiro livro desta escritora foi o suficiente para apaixonar-me pela sua escrita. È uma escritora sem dúvida a seguir :)

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  4. Olá Carol :)
    Nem sabes como fico feliz por te ter aqui a comentar :). És sempre bem-vinda!!! E sabes porque tenho um carinho especial por ti? Porque foste das primeiras pessoas que aqui vinha comentar, por isso terás sempre um lugar muito especial aqui!
    Por aqui tudo na mesma :P. E contigo?

    Partilhámos do mesmo! Também me apaixonei por esta escritora desde o primeiro livro!

    Beijinhos

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  5. Olá Silvana! Gostei da tua opinião!
    Nunca li nada da autora, mas recebi no Natal "O Barão" e tenho curiosidade em ler! :D
    Creio que a minha mãe tem alguns também! Se tiver o "Uma Lição de Tango", também vou querer ler!
    Beijinhos e boas leituras!

    ResponderEliminar
  6. Olá Carolina! Obrigada!
    Eu gosto muita da Sveva :) é uma das minhas escritoras preferidas. Ainda não li "O Barão", espero que gostes e fico à espera da tua opinião! :)
    Se tiveres oportunidade de conhecer outras obras da autora não deixes de o fazer. Eu comecei a ler Sveva com a tua idade e ainda continuo fã.
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  7. Estou bem querida!e eu fiquei muito feliz pelo teu comentário, também foste das primeira pessoas a passar no meu cantinho e que hoje em dia continua a fazé-lo..o meu obrigado :) sempre te preocupas te com os meus regressos...Os nossos blogues nasceram praticamente na mesma altura, se me permites o termo sao como irmaos :p também sinto um carinho muito especial por ti e pelo teu cantinho. beijinhos

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  8. Obrigada pelas palavras, Carol! Claro que permito o termo... Os nossos blogs são mesmo como irmãos!!
    Espero que este regresso seja mais duradouro :).
    Que nos possamos cruzar aqui pela blogoesfera durante muitos e muitos anos.
    Beijinhos

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