Avançar para o conteúdo principal

[Opinião] O passado que seremos


O Passado que Seremos

Autora: Inês Botelho
Ano: 2010
Editora: Porto Editora
Número de páginas: 208 páginas
Classificação: 1 Estrelas

Sinopse
Elisa e Alexandre conhecem-se num fim-de-semana no Caramulo. São ambos jovens, pertencem a círculos diferentes, vêem o mundo de perspectivas quase sempre opostas – e, no entanto, parecem incapazes de escapar à atracção que lentamente os envolve. Com avanços e recuos, iniciam então uma relação que não entendem e questionam. Mas que os marcará para sempre.
Elisa tem medo da lua e das janelas sem cortinas. Pensa de mais e quer entender o mundo nas suas múltiplas facetas. Alexandre, pelo contrário, avança sem grandes reflexões, preocupado em aproveitar cada momento do presente antes que as responsabilidades o amarrem.
Romance de iniciação à idade adulta, O Passado Que Seremos dá-nos o(s) retrato(s) de uma geração e dos caminhos onde procura encontrar a “sua” verdade.

Opinião
Esta foi a minha estreia com Inês Botelho e não foi um bom começo. Não foi uma boa leitura!

O Passado que seremos traz-nos a história de Elisa e Alexandre. Eles são dois jovens provenientes de mundos e famílias diferentes. O meu desagrado para com este livro não está relacionado com o conteúdo da história, mas sim com o tipo de escrita da autora e a forma usada para conduzir os acontecimentos.

A história é narrada na primeira pessoa, quer pela Elisa, quer pelo Alexandre. Porém, não é dada essa indicação ao leitor. Eu só me apercebia de quem estava a narrar depois de ler algumas linhas. Sei que é uma forma diferente de nos apresentar as coisas, mas para mim, o início foi muito complicado. Tornava-se confuso tentar descobrir a quem pertencia determinado capítulo.

Inês Botelho usa um tipo de escrita muito próprio. Por vezes, sentia que ela usava um amontoado de palavras para explicar acontecimentos mais simples. Pessoalmente, não me identifico muito com este estilo. Complica a narrativa, dificulta a compreensão da história e não me motiva para a leitura. Senti-me a arrastar ao longo daquelas páginas, algumas vezes perdidas na complexidade das frases usadas para descrever os acontecimentos. 

Depois desta experiência com Inês Botelho não fiquei com muita vontade de ler outras obras da escritora. Fiquei um pouco desiludida, pois tinha lido opiniões positivas às obras da escritora e a esta em particular.

E vocês, já leram obras de Inês Botelho? O que é que acharam?

Boas leituras e deixam-se invadir pela palavras.

Comentários

  1. Olá! Eu sou uma grande fã da Inês Botelho no que diz respeito à sua trilogia O Ceptro de Aerzis. Já os livros que li depois disso (este e penso que um outro, ou terá sido só este?) detestei. Tudo bem que a trilogia é mais infantil, é uma obra onde a autora foi evoluindo, mas gostei muito mais dela do que o que li posteriormente...
    Beijinho

    ResponderEliminar
  2. Como já tinha comentado contigo, desta autora já li há vários anos a trilogia O Ceptro de Aerzis e, na altura, gostei bastante. Como já não me lembrava do estilo de escrita, fui à estante verificar num dos livros e a escrita parece bem mais simples e mais adequada ao público juvenil.
    Se algum dia quiseres dar uma nova oportunidade à autora, acho que podes experimentar esta trilogia :)

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  3. Olá :)
    Eu li muitas coisas boas acerca dessa trilogia. E muita gente a adora devido a ela. Eu não li a trilogia e este foi o primeiro (e quase de certeza) o último livro que leio da autora. Detestei o livro e demorei imenso tempo a lê-lo. Ela tem uma forma de escrever muito própria e que não cativa. Não gostei de toda da forma como ela conta a história.
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  4. Pois, talvez ela tenha decido inovar com os livros para um público mais velho.
    Obrigada. Não tenho muito interesse em voltar a ler alguma coisa dela. Pelo menos nos anos mais próximos, não me vejo a fazer isso.

    Beijinhos

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Desafio dos Pássaros #2.1 | Acho que a coisa não vai correr bem

Tema 2.1 Acho que a coisa não vai correr bem Mal vi o tema desta primeira edição pensei O que é que eu vou escrever sobre isto? (principalmente quando ando numa fase de pouca criatividade). Os dias iam passando e as ideias não surgiam. Fui engolida pelo rebuliço da semana (rebuliço esse que começou logo no início deste mês) e como tinha uma altura mais vaga na sexta de manhã achei que seria uma boa altura para me dedicar ao tema. Ontem à noite ainda não tinha ideia do que escrever. Começaram a vir outras tarefas e claro que ideia foi, acho que a coisa não vai correr bem ao deixar o tempo avançar sem escrever nada. E, tal como aquelas profecias que se auto cumprem, eis-me aqui em frente à branca e assustadora folha do word sem saber o que vos escrever. Como vos deve parecer bem óbvio a coisa não está a correr bem e a pressão de inventar algo em tempo record levou-me a estes devaneios mentais. Quantas vezes já vos aconteceu as coisas não correm bem depois de na vossa mente formularem o ...

Em três razões

O aniversário do blog aproxima-se (dia 22 de Setembro), por isso achei que seria a altura ideal para lançar uma nova rubrica. Já andava a pensar nela à algum tempo. Os objectivos que fui ponderando na elaboração e construção desta nova ideia foram os seguintes: Permitir a interacção mais próxima com outros blogs; Dar a conhecer novos autores e novos livros; Permitir que esse conhecimento acerca dos livros viesse de uma forma simplificada.  De forma a tornar esta rubrica mais interessante irei colocar uma página no blog para ir apontando os livros que vão sendo apresentados e que ainda não li. Quando se tornarem em número significativo poderei fazer uma pequena votação para ver que livro irei ler em primeiro lugar (poderá ocorrer uma votação por mês, tudo depende da adesão). Como sou nacionalista decidi que este mês a rubrica Em três razões  deveria ser dedicada a autores nacionais. Por isso gostaria que, clicando aqui, preenchessem o pequeno questionário e indicassem três razões para ...

As leituras obrigatórias estão fora de validade?

Tenho-me cruzado com algumas vozes a alertarem para a necessidade de se alterarem as obras de leitura obrigatória na disciplina de Português. As opiniões fundamentam-se na antiguidade das obras, no facto de serem de difícil leitura para os jovens, por não cativarem a população mais nova para a leitura, entre outras. Eu não me revejo nestas opiniões. Não acho que se devam mudar as leituras que integram os programas curriculares. O que acho que deve mudar é a forma como convidamos os jovens para a leitura. Mas vamos por partes. Há jovens que gostam de ler. Porém, nos dias de hoje, a oferta ao nível dos conteúdos digitais e de outros elementos de distração oferecem aos jovens de hoje conteúdos mais apelativos e de consumo mais instantâneo. Este tipo de oferta sacia (por vezes falsamente) as suas necessidades imediatas. Tudo acontece demasiado depressa e a leitura exige tempo, contemplação e reflexão. E grande parte dos jovens considera um desperdício de tempo ler. Acho que daria um estudo...