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Opinião | Amar em Francês


Amar em Francês




Autora
: Ellen Sussman
Ano: 2012
Número de páginas: 240 páginas
Classificação: 2 Estrelas
Editora: Noites Brancas
Sinopse: Aqui




Opinião
Amar em Francês é o segundo livro que leio para o projecto Empréstimo Surpresa. Mais uma vez estou com muita pena de dizer à Denise que não gostei assim muito do livro. Aliás, de tudo, aquilo que gostei foi a possibilidade de "viajar" por uma cidade que desde sempre despertou o meu interesse que é: Paris!

Paris é uma cidade que respira romance. Vários dos seus pontos estão bastante bem descritos ao longo do livro. É fácil reproduzir imagens mentais dos locais por onde as personagens vão passando. Neste sentido, posso dizer que a autora fez boas descrições ao mesmo tempo que vai captando muita da essência de Paris. 

Infelizmente este foi o único ponto que gostei da história. Tanto as personagens como o enredo são aspectos pouco profundos no livro.
Eu não consigo imaginar nenhum das personagens como uma pessoa da realidade. Acho que as suas atitudes são estranhas e pouco fundamentadas por parte da autora. É tudo demasiado leviano e impulsivo. Apaixonam-se quase de forma instantânea pelas coisas/pessoas, mesmo quando as estão a ver pela primeira vez. Senti falta de conteúdo ao longo da narrativa. Assim como senti uma frustração enorme por ver as personagens com atitudes de adolescentes. É neste pacote dos adolescentes inconsequentes que encaixo Riley e Philippe. Phillipe não me espanta, porque a visão que a autora nos dá dele logo no início é de um conquistador barato que se mete com qualquer mulher que lhe apareça à frente. Agora da Riley esperava outro tipo de maturidade. Acho que os problemas no casamento não a deviam levar a uma atitude tão drástica e que, na minha opinião, revela uma enorme falta  de amor próprio.

Jeremy e Josie foram mais dois alunos para além da Riley. Josie vinha de uma história bastante complicada, mas não consegui ter sentimentos de compaixão por ela. No fundo, ela sabia de alguns perigos de se envolver com um homem casado. E, também, a forma instantânea como se envolveram foi, para mim, um pouco estranha. É um facto, até sentir que me provem o contrário, eu não acredito em amores à primeira vista.

Para além de Phillipe ainda temos como professores o Nico e a Chantal. Quando a relação deles com os seus respectivos alunos também é algo que nem a mim me diz nada e que achei que estão desenquadrados da realidade. Porém, no que toca à interacção entre Chantal e Nico fiquei frustrada pela a autora não agarrar nela e escrever o livro em volta deles. Do meu ponto de vista, o triângulo entre Phillipe, Chantal e Nico era suficiente para escrever um livro de qualidade. Não havia necessidade de pegarmos em histórias paralelas dos alunos.
E assim, no seguimento desta minha visão, sento falta de um final mais explorado. 

Muito obrigada pelo empréstimo, Denise.

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