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Opinião | A ilha dos desencontros


A Ilha dos Desencontros





Autora:
Anita Shreve
Ano: 2011
Número de páginas: 240
Classificação: 2 Estrelas
Sinopse: Aqui






Opinião
Este foi mais um livro que li no âmbito do projeto conjunto que tenho com a Denise do blog Quando se abre um livro. Um dos motivos pelos quais a Denise me enviou este livro era possibilitar-me fazer "as pazes" com esta autora. E, em parte, conseguiu! Consegui gostar mais deste livro que que aquele que li anteriormente.

A ilha dos desencontros apresenta-nos duas histórias em dois momentos temporais distintos. Um no passado e outro no presente. No início, a forma que a autora escolheu para integrar partes da história passada no momento presente é muito confusa. Como não deixa nenhum separação física, nem nenhuma outra indicação, quando dava por mim já estava na parte da história do passado em Jean narrava situações do crime que marcou aquelas ilhas há muitos anos atrás, e que ela estava a investigar.  

Focando-me no presente e na história de Jean e todos aqueles que faziam parte do seu círculo, tenho a dizer que em alguns aspetos a história é pouco clara. Penso que tal se deveu ao facto de a autora querer que as coisas fossem indutivas para o leitor, mas comigo não funcionou muito bem. Esta forma usada pela autora, o leitor acede a poucas informações, não nos é dado muito sobre as características e modos de vida das personagens. Fica sempre no ar um clima de dúvida e mistério, que me deixava sempre com mil e uma hipóteses na cabeça. Se houve momentos que até gostei, por outro lado existiram outros que me deixaram um pouco frustrada e desiludida. Essa desilusão foi maior com o final do livro, no desfecho da história de vida de Jean. 

Paralelamente à história de Jean, temos a história de Maren. Maren é uma mulher norueguesa que depois do casamento parte com o marido para os EUA. Tal como a parte que descrevi anteriormente, esta é também muito intuitiva, mas possuiu mais mistério. Desde cedo que desconfiei quem era o/a responsável pelas mortes das mulheres, porém os motivos são mais difíceis de identificar. Achei a Maren uma mulher estranha e com uns padrões relacionais também eles estranhos. Não simpatizei com ela, e nem sei bem o porquê. Aqui não senti tanto a falta de uma narrativa tão desenvolvida, porém, no final precisava de alguns dados que me permitissem saber como é que a Maren, o Evan e John terminaram daquela forma. 

Outro aspeto que fiquei sem entender foi qual a relação entre os dois momentos da narrativa. Era só uma questão de investigação? O que é aproxima estas duas histórias??? Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas... Fiquei sem entender.

Em conclusão, posso dizer que, em parte, fiz "as pazes" com a autora uma vez que gostei mais de ler este livro o que acabou por me deixar o sentimento de querer ler mais algum livro dela. Sentimento que não surgiu quando li o primeiro livro. 

Obrigada pelo empréstimo, Denise!

Comentários

  1. Fico contente por te ter ajudado a fazer as pazes com a autora, pelo menos em parte. Ainda há de aparecer outro dela que possas adorar :)

    Beijinhos

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  2. Sim, gostei mais deste do que o anterior que li. Talvez apareça um outro que eu goste mais :)
    Beijinhos

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