Avançar para o conteúdo principal

Opinião | Rosas


Rosas

Autora: Leila Meacham
Ano: 2010
Número de páginas: 582 páginas
Classificação: 5 Estrelas
Sinopse: Aqui

Opinião
Rosas é um livro para ficar guardado no coração. Tive de entregá-lo na biblioteca e já sinto saudades dele. É mais um daqueles livros que preenchem cada espacinho do meu coração.

Este livro traz-nos uma saga de famílias cujos destinos se cruzam ao longo dos anos. Toliver, Warwick e DuMont são famílias de negócios que muito contribuem para a fundação e desenvolvimento da cidade onde vivem.
Os Toliver são uma família que se dedica à produção de algodão. Quando o patriarca da família morre, deixa todas as suas propriedades à sua filha mais nova Mary. Este testamento abala toda a estrutura familiar porque seria de esperar que fosse a esposa a herdar tudo. Mary é uma jovem cheia de força e à medida que eu assistia ao seu crescimento aprendi a admirá-la apesar de, muitas vezes, me ter apetecido dar-lhe um estalo para ver se ela deixava de ser tão racional. Eu conseguia compreender a racionalidade dela, mas ficava sempre com o coração apertado com a forma com que ela reagia ao Percy Warwick, o homem que preenchia, preenche e sempre preencheu o lugar mais especial do seu coração. Eu fiquei extremamente enternecida com a história de amor entre Percy e Mary. Foi tudo tão delicado, misterioso e com muitos sentimentos à mistura que é impossível não ficar envolvida e rendida.
A amizade de Percy e Ollie (DuMont) foi outro aspecto que mexeu com as minhas emoções. Já aqui referi algumas vezes o respeito e os sentimentos que as amizades despertam em mim e o quanto eu as valorizo. Olhar para Percy e Ollie é olhar para o que de melhor oferece uma boa amizade. Foi tão intenso que olho para Ollie com a maior das admirações  e respeito. Sem dúvida seria alguém com que gostaria de me cruzar.

A narração dedicada ao passado destas famílias ocupa grande parte do livro. É uma história tão intensa e envolvente, cheia de voltas e contravoltas, que me atingiram os sentimentos e me deixaram completamente envolvida com as personagens e os seus dramas. Quando cheguei à parte que nos conta a história mais recente das família, nomeadamente a vida da 3ª geração, eu senti uma quebra na intensidade emocional que até então tinha sentido. Acabei por não me sentir tão ligada às novas personagens, porém gostei da forma como as coisas foram evoluindo.

Destaco, também pela positiva, os apontamentos históricos que fazem parte do livro. Acrescentam valor e realismo à história. 

Como poder ver pela minha opinião, foi um livro que me emocionou. Ri, chorei, zanguei-me, revoltei-me, mas, no fim, fica o sentimento de que os finais felizes podem assumir diferentes tonalidades. Não precisam de ser todos cor-de-rosa e repletos de corações. Os finais felizes podem ter alguns apontamentos de tristeza e melancolia, em que apesar de tudo as pessoas conseguem avançar na vida.

Quando ganhar o euromilhões vou adquirir o livro para a minha estante para que eu o possa ler sempre que assim o desejar.

Comentários

  1. Uau.... Da maneira como descreveste tudo fiquei super curiosa e parece mesmo fazer o meu género de leitura! Vai já para a lista de livros para futuras leituras! :D

    ResponderEliminar
  2. É lindo o livro, Liliana! Um dia quero rele-lo. É intenso, emocionante... É muito ao estilo da Lesley!! Eu também acho que vais gostar. Fico à espera da tua opinião. :)

    ResponderEliminar
  3. Pois, fiquei com impressão que era do estilo dela :D
    A minha biblioteca não o tem, mas hei-de arranjar maneira de o ler. Há certos livros que só aparecem para os lermos numa determinada altura, quando é o momento certo....
    Pelo menos é o que já me aconteceu e eu espero que aconteça :)

    ResponderEliminar
  4. Talvez seja mesmo isso, os livros aparecem no momento em que os devemos ler :).
    Eu li da biblioteca, se o tivesse emprestava-to. :(

    Ele há-de andar por aí e há-de chegar até ti.
    Beijinhos

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Desafio dos Pássaros #2.1 | Acho que a coisa não vai correr bem

Tema 2.1 Acho que a coisa não vai correr bem Mal vi o tema desta primeira edição pensei O que é que eu vou escrever sobre isto? (principalmente quando ando numa fase de pouca criatividade). Os dias iam passando e as ideias não surgiam. Fui engolida pelo rebuliço da semana (rebuliço esse que começou logo no início deste mês) e como tinha uma altura mais vaga na sexta de manhã achei que seria uma boa altura para me dedicar ao tema. Ontem à noite ainda não tinha ideia do que escrever. Começaram a vir outras tarefas e claro que ideia foi, acho que a coisa não vai correr bem ao deixar o tempo avançar sem escrever nada. E, tal como aquelas profecias que se auto cumprem, eis-me aqui em frente à branca e assustadora folha do word sem saber o que vos escrever. Como vos deve parecer bem óbvio a coisa não está a correr bem e a pressão de inventar algo em tempo record levou-me a estes devaneios mentais. Quantas vezes já vos aconteceu as coisas não correm bem depois de na vossa mente formularem o ...

Por detrás da tela | (500) Dias com Summer

Ficha Técnica Actores Principais: Joseph Gordon-Levitt (Tom), Zooey Deschanel (Summer) Género: Drama / Comédia Romântica Ano: 2009 Classificação 1/5 Estrelas Opinião Este filme traz-nos a história de amor, vivida em 500 dias, entre Tom e Summer. Eles conhecem-se no local de trabalho, uma vez que Summer é contratada como nova assistente do chefe de Tom. Assim, ao longo do filme somos presenteados com avanços e recuos no tempo que nos vão oferecendo uma visão deste romance que, para mim, está condenado desde o início.  Pessoalmente, não senti química nem empatia entre estes dois elementos. Pareciam dois estranhos obrigados a viver um casal romântico na tela do cinema. A personalidade das personagens também não me despertou qualquer tipo de entusiasmo. Tom ficou obcecado pela Summer, obsessão esta um pouco distante e irrealista. Summer é uma personagem estranha que parece não saber o que quer. Não consegui perceber a intenção deste filme, nem o que ele pretendia transmitir. Os constantes ...

Em três razões

O aniversário do blog aproxima-se (dia 22 de Setembro), por isso achei que seria a altura ideal para lançar uma nova rubrica. Já andava a pensar nela à algum tempo. Os objectivos que fui ponderando na elaboração e construção desta nova ideia foram os seguintes: Permitir a interacção mais próxima com outros blogs; Dar a conhecer novos autores e novos livros; Permitir que esse conhecimento acerca dos livros viesse de uma forma simplificada.  De forma a tornar esta rubrica mais interessante irei colocar uma página no blog para ir apontando os livros que vão sendo apresentados e que ainda não li. Quando se tornarem em número significativo poderei fazer uma pequena votação para ver que livro irei ler em primeiro lugar (poderá ocorrer uma votação por mês, tudo depende da adesão). Como sou nacionalista decidi que este mês a rubrica Em três razões  deveria ser dedicada a autores nacionais. Por isso gostaria que, clicando aqui, preenchessem o pequeno questionário e indicassem três razões para ...