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Opinião | O ano em que não ia haver Verão


O ano em que não ia haver verão

Autora: Rute Silva Correia
Ano: 2014
Número de páginas: 208 páginas
Classificação: 1 Estrelas
Sinopse: Aqui

Opinião
O ano em que não ia haver Verão foi o livro eleito para o mês de Setembro do desafio Português no Feminino e o que posso dizer é que foi uma das piores leituras até ao momento. É um livro com uma história pouco interessante e pouco cativante. Juntando à baixa qualidade do conteúdo é um livro que não está muito bem escrito e existem algumas incongruências a longo do desenrolar dos capítulos.

Neste livro ficamos a conhecer uma quantidade de pessoas que fazem parte da alta sociedade lisboeta, ou seja, a nata da nata. Assistimos aos seus dramas, romances que começam e acabam num piscar de olhos, encontros e desencontros, traições e outras coisas que tais.

Tudo isto é uma grande confusão, porque a forma como tudo nos é contado e apresentado é de baixa qualidade literária. Nada desperta interesse ou curiosidade na leitura. Para mim é um livro vazio do qual não retirei nada, nem sequer entretimento ou diversão. 

As coisas surgem como se fossem uma grande embrulhada sem ponta por onde se lhe pegue. As personagens surgem como cogumelos e não lhes é dado espaço para crescerem e se apresentarem aos leitores. No fundo, posso dizer que o livro até poderá ser uma boa metáfora daquilo que é a alta sociedade portuguesa e pelo mundo.

Para além de todo este meu desagrado houve uma coisa que me irritou solenemente. Raúl e Pedro são-nos apresentados no início do livro como psicólogos. Mais a meio surgem como psiquiatras!!! Psiquiatras e Psicólogos são duas categorias profissionais distintas. Podem trabalhar para um público-alvo com algumas semelhanças, mas há muitos aspetos que os diferenciam. Não é a primeira vez que assisto a estas confusões e acho que é um elemento que revela pouco cuidado dos autores no momento de revisão do texto. 

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