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Projecto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


A Estranha Viagem do Senhor Daldry


Este foi o livro mais recente enviado pela Denise do blog Quando se abre um livro. A leitura terminou e chegou a altura de responder ao desafio. Vamos lá ver o que a Denise magicou para a minha pessoa.

O excêntrico Senhor Daldry convenceu Alice a fazer a viagem que a vidente previu e os resultados foram espantosos e inesquecíveis para Alice. Agora chegou o momento do Senhor Daldry ajudar outra alma perdida.
Pensa nos últimos livros que leste e encontra uma personagem que precise de ajuda, seja para alcançar algum objetivo, ou para se reencontrar consigo mesma.
Decide o destino para onde o Senhor Daldry deverá encaminhá-la.
Arranja-lhe uma atividade que a mantenha ocupada nesse mesmo destino.
Escolhe 2 locais turísticos que ela deverá visitar obrigatoriamente.
Por fim, diz-nos se ela concretizou o seu objetivo.

Eu vou escolher o Luís do conto a Rapariga do Lago de Carina Rosa. 
A rapariga do lago

Eis o que aconteceu...
Daldry vivia feliz com Alice. Nunca tamanha felicidade se havia entranhado na sua pele. Nunca soube o que era amar verdadeiramente até se cruzar com Alice. Eram vários os gostos em comum. E as viagens figuravam no topo da lista. Então, nada melhor que uma viagem para comemorar os dez anos de uma vida em comum.

Sendo um homem dado aos mistérios e às surpresas, Daldry comprou dois bilhetes para Portugal. Queria levar a sua Alice ao Algarve para que ela sentisse um pouco do sol e do calor que marcou a sua viagem a Istambul. Viagem que os juntou! Era sempre bom avivar boas recordações. Será que iam encontrar alguém como aquele insuportável Can que atropelava a língua inglesa a casa sílaba que saía da sua boca arisca e zombateira.

Como é óbvio, Alice adorou a surpresa! Iria conhecer Portugal. E assim, com a bagagem cheia de entusiasmo e as mentes a fervilhar sobre o que haveriam de visitar, aterraram no aeroporto de Faro estarrecidos com o sol que brilhava lá alto no céu. 

Os dias passavam tranquilos. Muitos passeios à beira-mar, refeições em restaurantes de deixar o estômago a chorar por mais alimento e a boca a implorar mais sabores. Eram assim os dias que iam desfilando à sua frente. Tal como previam, aquilo que é bom tinha tendência a terminar depressa demais. Mas no último dia que passavam em terras tão solarengas, algo de inesperado lhe aconteceu... Claro, ou não estivéssemos na presença do estranho Sr. Daldry...

Enquanto passeavam, um som melancólico de um violino encheu-lhes os sentidos e prendeu-lhes a atenção. Dirigiram-se para o local de onde vinha o som e quando encontram o responsável pela bonita melodia deixaram-se estar a absorver a intensidade de cada nota musical. Estava decido tinham de conhecer o rapaz capaz de tal façanha. 

Assim que o arco deixou de tocar as cordas, Daldry e Alice foram ter com o rapaz. As palavras foram sendo trocadas e Daldry ficou emocionado com a história de do jovem violinista. O seu nome era Luís! Algo difícil de pronunciar na língua inglesa. Mas o jovem português teve a paciência suficiente para os ajudar a pronunciar e até ignorou os tropeções que de vez enquanto davam nas sílabas!! Fantástico este jovem... Era de uma sensibilidade tocante. Daldry sentiu que ele tinha uma alma especial, uma aura que atraía as pessoas... ou talvez fosse apenas bondade e respeito por aqueles que respeitavam o seu talento.

Quando Daldry ficou a conhecer a história de Luís, achou que estava aí uma nova oportunidade de dar uso às suas qualidades de "resolver os problemas dos outros". E, neste caso, a sua missão passaria por ajudar Luís a recuperar a sua visão para que ele pudesse conhecer ver a sua Luísa. E acrescentar uma imagem real àquela que os seus dedos conhecedores lhe deram a conhecer.

Daldry conhecia um cirurgião em Londres com muitos sucessos na área da visão. Estava decidido: iria levar Luís com eles. 
E assim aconteceu. Luís foi para Londres, conheceu o cirurgião e processo iniciou-se. Luís conseguiu recuperar a sua visão para enorme felicidade de todos, principalmente de Daldry que mais uma vez tinha dado cor à vida de alguém. E, desta vez, que cor!!!

Quando Luís estava totalmente recuperado levou-o para que ele pudesse explorar o seu sentido, recentemente readquirido. Levou-o ao Big Ben, passearam pelo rio Tamisa e para que ele conseguisse guardar uma imagem intemporal da cidade de Londres partilhou com ele um "viagem" no London Eye. 

Luís de Daldry ficaram amigos e acima de tudo, Luís sentia-se em dívida para com ele. Daldry permitiu que ele voltasse a olhar para o mundo onde podia reconhecer cores e texturas... Um mundo onde podia dar uma imagem, uma cor, um padrão às notas musicais que saiam do seu violino. Despediram-se no aeroporto com a promessa de um encontro em breve.

A partir daqui a ansiedade começou a correr galopante nas suas veias. Como iria ser quando encontrasse a Luísa no aeroporto. Ela já sabia que ele recuperara a visão. Mas como seria olhar para ela? Como seria dar uma imagem às feições que tinha gravado na sua cabeça, pelas muitas vezes que os seus dedos desenharam o contorno daquele rosto e daquele corpo? Teria apenas de esperar duas horas.

Aterrou, recuperou a sua bagagem e dirigiu-se para a saída. Assim que cruzou a porta de embarque e os seus olhos se cruzaram com uns outros sorridentes e estranhamente brilhantes ele soube que só podia ser ela. No fundo, sentiu como se sempre a imagem daquele rosto habitasse os seus pensamentos.

Comentários

  1. Ohh, que resposta maravilhosa que deste ao desafio! Gostei mesmo muito, está organizada e bem pensada :) Até acho que fiquei a gostar mais do senhor Daldry pelo seu coração generoso :D

    Beijinhos

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  2. Lool! Ainda bem que te fiz gostar mais do senhor Daldry. Eu já gostava bastante dele. :)
    Tenho a dizer-te que este foi o desafio que mais gostei de fazer. Embora não tenha sido fácil lá chegar.
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  3. Olá Silvana,
    Gosto deste vosso projecto. Muitos parabéns por isso.
    Já vi várias vezes este livro (até já o tive para comprar), mas nunca o li.
    Beijinhos e boas leituras

    ResponderEliminar
  4. Olá Isaura,

    É, de facto, um projeto bastante engraçada. Para além de conseguirmos ler livros que nem sempre temos possibilidade de comprar, estimulamos a nossa criatividade a arranjar desafios uma para a outra. :) Mas nem sempre é fácil.

    Marc Levy tem uma escrita e uma forma de conduzir as histórias muito próprias. Nem sempre é do agrado dos leitores. Acho que deves experimentar para veres como te dás com os livros dele e depois logo decides se é um autor para continuar a apostar.
    Eu gosto muito de um autor. Dos quatro livros que já li dele, nenhum levou menos de 4 estrelas.
    Beijinhos e boas leituras

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