
Autor: Linda Howard
Ano: 2009
Número de páginas: 288 páginas
Classificação: 3 Estrelas
Sinopse: Aqui
Opinião (contém Spoilers)
Nunca te perdi é o livro com que me estreio com a autora Linda Howard. Não foi uma leitura espetacular, mas fiquei curiosa por conhecer outras obras da autora.
A história deste livro gira em volta de Milla. Uma jovem mulher a quem o filho foi roubado no México. A partir deste momento, a sua vida transforma-se drasticamente e foca-se num único objetivo: encontrar Justin.
Os meus sentimento ao longo da leitura deste livro e em relação à história sofreram muitas alterações. Houve partes em que me senti entusiasmada, houve parte em, que não senti muita vontade de ler.
Na minha opinião faltaram certas coisas à autora, nomeadamente, a capacidade de manter o suspense e o mistério e a capacidade de desenvolver os assuntos os momentos críticos de forma estruturada e compreensível. Para conseguir explicar este meu ponto de vista vou ter de recorrer a spoilers, por isso, caso não gostem é melhor pararem de ler esta opinião por aqui.
Quando eu me refiro à incapacidade de manter o mistério quero dizer que a autora não consegue criar momentos que levem o leitor à desconfiança e à vontade de querer resolver o mistério. Por exemplo, quer no que respeita ao desaparecimento de Justin, quer ao tráfico de órgão acho que a autora não nos conseguiu oferecer momentos para pensar nem para despertar a nossa curiosidade.
A forma como a autora resolve o mistério do tráfico de órgãos é apressada, tem pouca substância contextual e não está bem finalizada. Depois de identificados os responsáveis não acontece mais nada. E as pessoas cujas vidas estavam relacionadas com as pessoas que foram presas? Como é que Milla deixa passar o facto da sua amiga ter sido a responsável pelo rapto do seu filho? É que nem uma conversa entre as duas existe no livro. E mais, como é que a Milla não vai falar com o seu amigo, marido da amiga que acabou por ser presa? Não faz sentido estas coisas não apareceren bi livro quando estão diretamente envolvidas com o mote principal da história e com a sua conclusão.
Outro aspeto que não ficou claro foi a forma como Justin foi adotado. No final, Milla não reconhece que os pais adotivos sejam culpados referindo que eles adotaram o filho de forma legal. Mas umas páginas mais atrás, onde explicaram o processo, aquilo que parece é que foi tudo menos legal. Até referem que os pais pagaram uma quantia elevada pelo processo, necessitando para isso de pedir dinheiro emprestado aos familiares. A justificação que lá aparece para o pedido desta quantidade de dinheiro aos pais, foi que a família biológica da criança precisava dele. Agora pergunto: é esta a forma legal de fazer adoções nos Estados Unidos da América?
É um livro que entretém. Quanto à parte do romance, não fiquei muito fã do casal Milla e Diaz. Achei aquilo muito frio e distante e por muito que a Milla tivesse mudado ao longo dos anos penso que a relação que assumiu não ia de encontro à sua personalidade. Desta forma, pareceu-me forçado e desadequado.
Foi apenas o primeiro livro que li da autora e apesar de não ter adorado gostaria de ler outras obras para conhecer melhor o seu trabalho.
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