
Classificação: 4 estrelas
Na semana passada cruzei-me com a opinião a este conto no blog da Silvéria. Não conhecia o conto nem a autora, mas as palavras da Silvéria deixaram-me com vontade de ler e ficar a conhecer.
Eu gosto de ler novos autores e fazer novas descobertas, principalmente quando são autores lusos. É a nós, portugueses, que cabe valorizar o seu trabalho e empenho.
Tal como a Silvéria fui pesquisar o significado da palavras ashram, pois não conhecia. É um título excelente para acompanhar um conteúdo brilhante e muito bem escrito.
Ao longo das páginas que compõem este conto vamos conhecendo a vida de um velho ermita que gosta de ouvir histórias daqueles a quem dá abrigo. É muito interessante a forma como a autora vai dando corpo aos visitantes e às histórias.
A última história que nos é contada tem um leve acontecimento que remeteu a minha memória para um conto de Eça de Queirós do qual gosto muito, A aia. É uma semelhança muito ligeira, depois a história assume novos contorno até culminar num final inesperado e muito, muito interessante.
Eu gostei muito do conto e da escrita da autora. O final é apetrechado do factor surpresa, fazendo referência a algo que gosto muito.
Numa narrativa bem desenvolvida, organizada, compreensível e muito bem estrutura a autora Ana Luiz leva-nos numa viagem de descoberta e fascínio. Recomendo a leitura e espero conhecer mais trabalhos da autora.
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