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Top Ten Tueday #55 | 10 livros de autores portugueses


 

Para quem leu este post sabe que decidi dedicar o mês de Abril às leitura em Português. Desta forma, também vou procurar escrever posts que estejam relacionados com a literatura portuguesa. 

Assim, o Top Ten de hoje será dedicado aos meus 10 livros preferidos da literatura nacional. Espero que gostem e que tomem nota dos livros para os ler.

Sem qualquer ordem em especial, aqui ficam eles.

 

1. És o meu segredo de Tiago Rebelo

2. A chama ao vento de Carla M. Soares

3. A sombra de um passado de Carina Rosa

És o Meu SegredoA Chama ao VentoA Sombra de um Passado

 

És o meu segredo não é nenhuma obra de renome literário, mas a simplicidade da história e as personagens sempre ocuparam um lugar muito especial no meu coração.

A chama ao vento é um livro muito bem escrito e com uma história interessante. Apesar de não me ter sentido muito satisfeita com alguns pormenores da narrativa, isso não impediu de o considerar um dos meus livros preferidos de autores portugueses.

A sombra de um passado foi o primeiro livro que li da Carina, É uma história simples, mas com muitos sentimentos e acontecimentos capazes de nos deixar presos à história. 

 

4. A Filha do Capitão de José Rodrigues dos Santos

5. O Anjo Branco de José Rodrigues dos Santos

6. Inverso de Liliana Lavado

A Filha do CapitãoO Anjo BrancoInverso

 

A escrita de José Rodrigues dos Santos é densa e nem sempre conquista todos os leitores. Tem muitas descrições, muita coisa para além daquilo que se possa considerar essencial, porém eu não me consigo aborrecer com os livros dele. Estes são os meus dois livros preferidos do autor. As histórias são viciantes e muito bem construídas.

Inverso foi o livro da Liliana que me conquistou. Acho que foi a simplicidade da história e as personagens que deixaram um carinho especial por este livro.

 

7. A árvore de Sophia de Mello Breyner Andresen

8. O cavaleiro da Dinamarca de  Sophia de Mello Breyner Andresen

9. A fada Oriana de Sophia de Mello Breyner Andresen

10. Equador de Miguel Sousa Tavares

 

A ÁrvoreO Cavaleiro da DinamarcaA Fada OrianaEquador

 

Eu cresci com as histórias da Sophia de Mello Breyner Andresen. Adoro as histórias dela, sempre com bonitas mensagens. Estes são os meus preferidos. 

Equador de Miguel Sousa Tavares é um livro enorme que nem sempre é fácil gostar. No início é difícil entrar na história, mas depois fui arrebatada pelos acontecimentos. 

Comentários

  1. Adorei A Filha do Capitão e o Equador.
    Fiquei com as autoras Carina Rosa, Carla M. Soares e L. C. Lavado debaixo de olho!
    Boas escolhas! :)

    ResponderEliminar
  2. Sim, são livros magníficos :). Permanecem na memória.
    Espero que gostes tanto como eu. Se tivesse feito este post agora, ainda lhe acrescentava o livro "O funeral da nossa mãe" da Célia Loureiro. Estas autoras escrevem muito, muito bem. Experimenta.
    Obrigada :)

    ResponderEliminar
  3. Fico muito contente, Silvana!
    Na verdade, tenho esperança de um dia ainda poder rever o Chama, para afinar algumas coisas, e publicá-lo em papel!

    (espero que também goste do Alma, embora seja muito diferente...)
    bjnho

    ResponderEliminar
  4. Olá Carla!

    Pode tratar-me por tu. :)
    Não considero que o Chama tenha muito para afinar. No meu caso, se não gostei mais foi porque embirrei com algumas coisas das personagens e esperava outra coisa.

    Quanto ao Alma, terminei-o ontem. Está muito bem escrito, a história é bonita, mas estou com o final um bocadinho atravessado. No início do livro tenho acesso a uma narrativa fluída, que vai criando espaços e situações, que deixa crescer as personagens. A partir de um certo momento do livro foi a correr, o final precipitado. Parece que a Carla estava com pressa de terminar o livro. Fiquei um bocadinho desgostosa, porque esperava que o final do livro seguisse ao mesmo ritmo. Começou tudo a acontecer muito depressa e faltou espaço para que tudo ganhasse dimensão e marcasse o leitor. Estou neste momento sem saber que classificação lhe dar :)

    Obrigada pelo comentário.
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  5. Ehehehe.
    Compreendo inteiramente a opinião, é partilhada por várias pessoas.
    Na verdade (aqui que ninguém nos ouve) a minha intenção inicial ainda era mais malvada, ia deixá-los mesmo no meio do mar! Vivos? Mortos? Acabei por dar-lhes um destino por insistência de uma amiga que ameaçou matar-me se não o fizesse! :D Os "cortes" e "saltos" neste final foram intencionais e têm a ver com o afastamento deles e com a minha intenção de utilizar as cartas como meio de comunicação - afinal, foram elas que me inspiraram!

    De qualquer modo, creio que, se ainda pudesse fazê-lo e depois de ter escrito mais no género e ter, por isso, mais experiência, mexeria um pouco neste final... talvez. ;)

    ResponderEliminar
  6. :O Isso era muito mau, para o leitor. Mas há quem goste de finais abertos. Eu não desgosto deste tipo de finais. São frustrantes mas, em muitas situações, acabam por funcionar.

    Percebo a tua ideia, Carla. No fundo é como se através deste estilo de escrita final, tentasse mostrar de forma metafórica o afastamento deles em relação às pessoas que deixaram cá. Faz sentido!! :)
    Apesar de compreender e aceitar a sua fundamentação, continuo a sentir-me frustrada :/. Mas lá está: é uma questão pessoal. O livro está bem escrito, a narrativa agarra-nos e a história está bem construída. Mas depois vem a nossa personalidade, as nossas características, as nossas emoções e passamos a viver o livro como se fosse real e queremos mais. ;)

    Continuação de um bom trabalho, Carla.
    Espero que nos continue a deixar descobrir o seu trabalho.

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