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Opinião | "As raparigas esquecidas" de Sara Blaedel (Louise Rick #7)

As Raparigas Esquecidas (Louise Rick, #1)

Classificação: 4 Estrelas

Em primeiro lugar quero agradecer à Topseller por tão gentilmente me ter cedido um exemplar e, assim, me ter proporcionado a oportunidade de me estrear com a autora.
Os thillers e policiais nórdicos têm conquistado muito terreno por terras lusas e consequentemente os leitores que apreciam este género literário. 
Eu sou uma dessas pessoas. Gosto deste género literário e este ano tem sido um ano rico em leituras deste género literário.

As raparigas esquecidas é um livro que começa com um crime pouco complexo. Porém, à medida que vamos avançando na leitura conseguimos sentir a história a crescer. Tudo se torna mais complexo, aparecem mais personagens e é-nos apresentado um conjunto de contornos muito específicos. As personagens também se desenvolvem ao ponto de serem capazes de deixar transparecer outro tipo de emoções mais complexas e que oferecem maior riqueza à história.

Gostei bastante da dupla Louise e Eik. Ambos têm personalidades sombrias e tudo se vai encaixando e complementando.
Ao longo da leitura há certos aspetos que deixaram a minha curiosidade em ebulição. Eu queria saber mais sobre Louise e Kim, Queria esmiuçar sem piedade o passado desta agente. Para adensar ainda mais a curiosidade há uma situação final que me deixou em grande expetativa para o livro seguinte da série.
Este livro é o 7º livro de uma série e o terceiro de uma trilogia. Gostava muito que fosse publicada a partir do volume... Acho que há coisas que estão para trás que nos permitiriam outra compreensão do universo da personagem Louise.

Um aspeto que valoriza este livro é a região de Eliselund e a realidade da saúde mental entre os anos 50 e 80. O impacto deste tipo de doenças numa pequena comunidade está bastante bem enquadrado tendo em conta a época em que alguns factos ocorreram.

É certo que os crimes que vão aparecendo no livro não são muito chocantes. Contudo, são suficientemente complexos para nos agarrar à leitura e despertar curiosidade. Para além disso, a narrativa está muito bem organizada e os acontecimentos encadeados de acordo com uma sequência lógica.

Comentários

  1. Olá Silvana,
    Depois de ter lido a trilogia Millenium e as Face de Victoria Bergman fiquei com vontade de ler mais autores nórdicos e este parece ser uma boa aposta.
    Mas realmente há algo que não percebo, é porque não são publicados por ordem cronológica. Não faz sentido, pelo menos para mim, baralharem a ordem :/
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  2. Olá Tita!
    Esses que referiste ainda não li. Eu li Camilla Läckberg e gostei mesmo muito dos livros dela.
    Nem eu... Será algum tipo de estratégia de marketing que nos passa ao lado? É muito chato, principalmente quando sentes que nos livros anteriores poderias obter informações que te permitem aceder melhor ao mundo interior das personagens (eu senti isso, embora que ligeiramente, com este livro).
    Beijinhos

    ResponderEliminar

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