
A ausência de bons tratos transforma, devagarinho, o futuro no refúgio, para onde se adia, compulsivamente, todo o presente. E dá aos espaços e aos objectos pessoais a ilusão de serem uma família vibrante de que nos dói separar, e que disfarça a dor de sermos desconhecidos, por dentro, para quem nos ama.
Eduardo Sá, Más maneiras de sermos bons pais
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