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Portefólio | Diário Pessoal 2


Estou um bocadinho atrasada nos meus diários, mas a vida tem-se colocado pelo meio e nem sempre tenho vontade de escrever.

No módulo 2 foram abordados os conteúdos relacionados com as nossas crenças. No fim, para refletir ficaram as seguintes perguntas:

Tens alguma ideia irracional? Como a enfrentas?
És uma pessoa racional ou emocional?
Consideras-te otimista, pessimista ou realista?
Marcam-te muito os fracassos?
Como vês o copo: meio cheio ou meio vazio?

Estas questões levaram-me algumas horas do meu tempo livro. Foi difícil pensar sobre elas e olhar para dentro de mim própria à procuras das respostas mais sinceras. 

Ideias irracionais, quem não as tem? As minhas estão muitas vezes relacionadas com as minhas relações interpessoais (pensar que pessoa X ou Y não gosta de mim, sem ter motivos concretos ou então ter motivos que são magicados pela minha cabeça tendo em conta alguma atitude da outra pessoa para comigo). Para além disso, sou muito cruel comigo própria. Não me acho suficientemente boa para algumas questões e levanto sempre mil e uma situações que me fazem pensar que alguém é melhor do que eu e que merece receber mais do que eu. 
Sinto muita dificuldade em lidar com estas ideias. Na minha cabeça, elas tornam-se racionais, consomem-me os nervos, deixam-me triste, zangada e frustrada... Isto faz com que me afaste das pessoas, faz com tenha diálogos mais azedos... É horrível porque fico numa tremenda sessão de mau estar. Ultimamente tenho tentado desconstruir estas ideias e mostrar a mim própria que elas não têm fundamento. Tenho procurado dar algum espaço a mim própria para não ficar absorvida por elas e não deixar que elas ocupem tudo à minha volta. 

Dependendo da situação posso ser racional ou emocional, mas sou mais emocional. Sou muito emotiva, sinto as coisas muito intensamente e quando me apelam ao meu lado emocional é muito complicado eu conseguir desligar-me das coisas. Quando exercia a minha atividade profissional procurei ser mais racional e prática, não podia carregar o mundo negro dos outros às minhas costas. É importante conseguir separarmos as coisas para não nos criar sofrimento adicional.

Já fui otimista. Aliás já fui muito otimista. Eu era sempre aquela pessoa que "empurrava" os outros para a frente. Já fui um pequeno furacão de entusiasmo e vontade de ir à luta e nunca desistir. Atualmente, sou mais pessimista e realista. Infelizmente, as últimas vivências pessoais têm-me retirado esta garra que sempre identificaram em mim. Sinto-me perdida, frustrada e, por vezes, triste. 

Isto já faz antever a minha resposta à pergunta seguinte. Sim, os fracassos marcam-me imenso. Principalmente, aqueles que têm acontecido nos últimos 3 anos. Quando era mais otimista, sempre que algo corria mal, carpia o que tinha a carpir (algo rápido), arregaçava as mangas e o furacão voltava a ganhar força. Agora... É muito difícil para mim erguer-me e seguir em frente. (Ando uma chata, resingona e negativista do pior -  ou seja, estou muito difícil de aturar).

Para terminar, e por tudo o que fui expondo, o meu copo anda mesmo meio vazio. Resta-me a leve esperança de o querer encher e vê-lo novamente a transbordar. 

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