Avançar para o conteúdo principal

Dia da Liberdade


Nasci em liberdade
Sem amarras
Sem correntes, nem barreiras.
Nasci num mundo que me deixa
Perder, correr, voar, ser
Por entre os diversos trilhos da vida
Aqueles que decido escolher
São as emoções a minha única censura 
Mas, felizmente, 
Sou livre para as sentir e expressar
E, apesar de o medo me impedir de muito, 
Sei que o mundo é uma porta aberta para mim
Porque um dia
Alguém ousou quebrar os muros
E oferecer-nos um futuro em liberdade
                                          Por detrás das palavras, 25 de Abril de 2017

O significado deste dia, desde que tomei consciência daquilo que ele significava para nós, me toca de forma particular. Cada vez mais devemos dar valor a esta liberdade e respeitá-la de forma a não deturpá-la. 
Para mim, devemos ser livres com responsabilidade, sem prejudicar aqueles que partilham o nosso espaço social. Porém, penso que é algo muitas vezes esquecido. Bem, também o verdadeiro significado de liberdade o é, pois são algumas as pessoas que não lhe dão o devido valor.
Eu valorizo muito a minha liberdade. Valorizo a possibilidade de ler o que eu quiser; poder escrever, sem medo, sobre o que me apetecer (mas sempre dentro dos limites do que é aceitável) e andar na rua sem medo e a poder olhar e admirar cada canto e recanto dos espaços que me acolhem.
Detesto quando usam a liberdade para ofender, gratuitamente os outros. Não gosto quando usam a liberdade para destruir algo que é Nosso. Não consigo compreender quando as pessoas decidem usar da sua liberdade sabendo que vão colocar outros em risco. 

Talvez não sejamos livres de forma plena. Esta plenitude está condicionada pelas regras da sociedade, da convivência... Contudo, eu acho-as importantes. Da mesma forma que as rotinas e as regras estruturam a personalidade das crianças, algumas das nossas regras sociais permitem "balizar" o nosso comportamento e a usar a nossa liberdade de forma saudável e protetora para todos. 

Acima de tudo, espero que nunca se percam as conquistas de abril (sabendo que, há 43 anos atrás nem tudo foi perfeito e idílico). Espero que, cada um de nós, saiba valorizar cada pedacinho de liberdade que nos foi oferecida. E que, para sempre, possamos gozar desta liberdade, sem prejudicar ninguém.

25 de Abril, ontem, hoje e para sempre

Comentários

  1. Eu nasci na ditadura, ams, felizmente só nela vivi dez meses, dos quais não me lembro. 25 de Abil sempre.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Desafio dos Pássaros #2.1 | Acho que a coisa não vai correr bem

Tema 2.1 Acho que a coisa não vai correr bem Mal vi o tema desta primeira edição pensei O que é que eu vou escrever sobre isto? (principalmente quando ando numa fase de pouca criatividade). Os dias iam passando e as ideias não surgiam. Fui engolida pelo rebuliço da semana (rebuliço esse que começou logo no início deste mês) e como tinha uma altura mais vaga na sexta de manhã achei que seria uma boa altura para me dedicar ao tema. Ontem à noite ainda não tinha ideia do que escrever. Começaram a vir outras tarefas e claro que ideia foi, acho que a coisa não vai correr bem ao deixar o tempo avançar sem escrever nada. E, tal como aquelas profecias que se auto cumprem, eis-me aqui em frente à branca e assustadora folha do word sem saber o que vos escrever. Como vos deve parecer bem óbvio a coisa não está a correr bem e a pressão de inventar algo em tempo record levou-me a estes devaneios mentais. Quantas vezes já vos aconteceu as coisas não correm bem depois de na vossa mente formularem o ...

Em três razões

O aniversário do blog aproxima-se (dia 22 de Setembro), por isso achei que seria a altura ideal para lançar uma nova rubrica. Já andava a pensar nela à algum tempo. Os objectivos que fui ponderando na elaboração e construção desta nova ideia foram os seguintes: Permitir a interacção mais próxima com outros blogs; Dar a conhecer novos autores e novos livros; Permitir que esse conhecimento acerca dos livros viesse de uma forma simplificada.  De forma a tornar esta rubrica mais interessante irei colocar uma página no blog para ir apontando os livros que vão sendo apresentados e que ainda não li. Quando se tornarem em número significativo poderei fazer uma pequena votação para ver que livro irei ler em primeiro lugar (poderá ocorrer uma votação por mês, tudo depende da adesão). Como sou nacionalista decidi que este mês a rubrica Em três razões  deveria ser dedicada a autores nacionais. Por isso gostaria que, clicando aqui, preenchessem o pequeno questionário e indicassem três razões para ...

As leituras obrigatórias estão fora de validade?

Tenho-me cruzado com algumas vozes a alertarem para a necessidade de se alterarem as obras de leitura obrigatória na disciplina de Português. As opiniões fundamentam-se na antiguidade das obras, no facto de serem de difícil leitura para os jovens, por não cativarem a população mais nova para a leitura, entre outras. Eu não me revejo nestas opiniões. Não acho que se devam mudar as leituras que integram os programas curriculares. O que acho que deve mudar é a forma como convidamos os jovens para a leitura. Mas vamos por partes. Há jovens que gostam de ler. Porém, nos dias de hoje, a oferta ao nível dos conteúdos digitais e de outros elementos de distração oferecem aos jovens de hoje conteúdos mais apelativos e de consumo mais instantâneo. Este tipo de oferta sacia (por vezes falsamente) as suas necessidades imediatas. Tudo acontece demasiado depressa e a leitura exige tempo, contemplação e reflexão. E grande parte dos jovens considera um desperdício de tempo ler. Acho que daria um estudo...