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Por detrás do autor | Ana Beatriz Cruz


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Ana Beatriz Cruz, mãe, entusiasta pela escrita.
Apaixonada por poesia, por contos infantis e crónicas. Não há um dia que não escreva nem que seja um qualquer recado.
Formada em Jornalismo e Comunicação. Mestre em Jornalismo, Comunicação e Cultura.


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Como é que nasceu a Ana escritora? O que é que a Ana escritora tem da Ana enquanto mulher e Ser Humano?
A Ana escritora nasceu há mais de dez anos quando conheci Pessoa e Florbela. Na altura devorava os seus poemas e li-os vezes e vezes sem conta. Descobri que gostava de escrever, e por isso decidi formar-se em Jornalismo e Comunicação, e mais tarde tirei o mestrado em Jornalismo, Comunicação e Cultura. 
A escrita jornalística é igualmente uma paixão que vivi durante três anos. Quando deixei de ser jornalista dediquei-me à poesia e compilei poemas que fui escrevendo ao longo dos anos.
A Ana escritora é tudo o que a Ana mulher não mostra, a todos, ser: emotiva, apaixonada e nostálgica. Quem me lê vê-me nua, despida de sorrisos falsos e palavras simpáticas. Quem me lê conhece-me.

Que motivos te levam a escrever poesia?
A poesia é sentimento e por isso faz sentido para mim. 
O motivos pelo qual escrevo poesia está relacionado com a paixão que me faz ler poesia. É o meu género literário preferido, seguido das crónicas.

Consideras que a poesia é um género literário mais fácil ou mais difícil do que os outros? Porquê?
Para mim é natural, por isso, se estiver inspirada considero fácil. Talvez não seja tão fácil de ler como uma história com princípio, meio e fim, mas é genuína.

Podes partilhar connosco a forma como é que nasce um poema teu? Onde procuraras inspiração, como articulas as palavras. 
Um poema meu nasce de um pensamento que coloco no papel. É espontâneo. Não me sento a tentar escrever poesia. Às vezes, escrevo mentalmente no carro, na cama.
A minha inspiração nasce do que sinto no momento, do meu filho, do meu marido, da minha mãe, da minha terra. No fundo do amor e da dor.

Vês-te a escrever outros géneros literários? Quais? Tens algum projeto em construção?
Sim. Enquanto jornalista escrevi notícias, reportagens e fiz entrevistas. E a escrita jornalística é igualmente fascinante para mim, sendo que enquanto jornalista os meus sentimentos não iam para o papel e prezava pela objectividade.
Também escrevo crónicas, algumas estão no blogue debocaencerrada.blogspot.pt, outras poderão vir a ser um livro. Publiquei três no P3 - site do jornal Público.
Neste momento, além dos poemas que escrevo com bastante frequência, estou a escrever um livro em prosa, que conta a história de duas pessoas que se amam e acompanham, mas que são mais do que um casal.

Porque é que as pessoas devem ler o livro “Os meus poemas não rimam”? O que é que as pessoas vão encontrar no livro.
"Os Meus Poemas Não Rimam" é um livro para todos os dias, para nos confortar em dias menos bons, nos deixar com saudade e nos fazer acreditar no amor puro.
No livro encontram-se pedaços de mim, pedaços de nós, pedaços de toda a gente que sente, que teme, que vive, que ama.
 Ana, muito obrigada pela disponibilidade para responderes à minha entrevista.
Votos de muito sucesso.

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