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Opinião | "O intestino também sente" de Leonor Martín

O Intestino Também Sente
Classificação: 5 Estrelas

Este livro veio ter às minhas mãos através do gentil empréstimo da Denise. Estava muito curiosa para ler este livro quer pela curiosidade acerca do tema, quer pela forma entusiasmada com que a Denise me falou dele. 

Este devia ser um livro de leitura obrigatória, pois ele faz-nos olhar de forma mais atenta para os nosso hábitos alimentares e para o nosso estilo de vida. 
Não quer dizer que precisamos de concordar contudo com o que está escrito neste livro e seguir à risca todas as indicações, mas penso que é uma leitura importante para nos fazer pensar e, quem sabe, promover a mudança de alguns dos nossos comportamentos.
No geral eu concordei com tudo o que aqui estava descrito. Só a proposta de lavagem do intestino que a autora propunha é que me deixou um pouco cética. 
Gostei imenso de ler sobre os casos práticos que ela nos apresentava e de que forma ela conseguiu efetivamente ajudar no problema. 

Aprendi acerca de coisas como o pH do corpo e que tipo de alimentos são capazes de baixar o pH e os que são capazes de o subir. Aprendi acerca da importância de mantermos um pH em equilíbrio. A autora deixa imensas sugestões e reforça a importância de uma alimentação equilibrada, saudável onde os legumes, as leguminosas e as frutas devem ter um papel de destaque.

Esta questão do pH e da alimentação é muito importante, uma vez que está intimamente relacionado com o desenvolvimento de células cancerígenas. Acho que esta mensagem é bastante importante, até porque vem reforçar aquilo que eu já tinha conhecimento: a forma como nos alimentamos influencia a maneira como suportamos os tratamentos de quimioterapia. Há certos alimentos, hábitos alimentares que tornam a quimioterapia custosa e com mais efeitos secundários.

Foi também muito importante saber mais sobre o funcionamento do intestino e das origens da sua formação a nível embrionário.
Leonor Martín reforça que devemos olhar para o funcionamento do organismo como um todo. Ao termos uma visão holística de todos os sistemas que compõem o nosso organismo faz-nos encarar as doenças e o seu tratamento de uma forma completamente diferente. Da minha perspetiva, este olhar sobre a medicina faz muito mais sentido do que a (des)articulação das diferentes especialidades. Quantas as vezes as pessoas não passam de uma especialidade para outra sem que lhes seja apresentado um diagnóstico e uma opção de tratamento?

Penso que é uma leitura excelente para qualquer pessoas que se interesse pelas questões do bem-estar e da alimentação.
Eu tentei mudar alguns hábitos. Apesar de já comer muitos vegetais, muita sopa, tenho um grande problema com o açúcar... Já bebo chá, cevada e leite sem açúcar. Gostava de beber leite de soja em alternativa ao leite de vaca, mas cá em casa é uma mudança que gera uma grande discussão. Porém, podemos sempre optar, fazer escolhas e tentar levar uma alimentação o mais natural possível.

Comentários

  1. Concordo com tudo o que referiste na tua opinião. Acho que é um livro importante que devia ser lido por todas as pessoas. Andamos todos tão cheios de doenças e muitos desses problemas resolviam-se com a alimentação.
    E o que diz respeito ao cancro é algo que realmente assusta; há praticamente casos de cancro em todas as famílias e dentro de 20 anos, segundo os especialistas, os casos terão aumentado imenso.

    Sabes, há outras mudanças que eu gostaria de fazer, mas sinto que só conseguirei quando estiver a viver na minha própria casa. É difícil "impôr" as nossas mudanças quando temos de conviver com o resto da família. A minha mãe torce o nariz quando lhe digo que o leite faz mal (e que a mim me causa prisão de ventre), quer sempre comidas com carne e peixe, depois vem o meu irmão dizer que comida sem carne não é comida. É difícil, são mudanças que têm que se fazer com calma e quando não temos pessoas em casa a apontarem-nos o dedo.

    Beijinhos

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  2. Não é mesmo fácil introduzir certas mudanças quando vivemos com outros familiares. Ainda para mais com um diferença de gerações. Devemos pensar que a geração dos nossos pais, foi uma geração com grandes privações. Os meus pais falam da escassez de alimentos. Aliás, o meu pai conta muitas vezes que só comia bacalhau e frango no Natal, Páscoa e Carnaval. Outro aspeto que veio baralhar toda a nossa alimentação é a forma como os produtos são produzidos e como os animais/peixes são criados. Há bastante anos atrás as pessoas viviam do que produziam, de forma mais natural e biológica. Hoje em dia a carne tem, de certeza, um sabor diferente, assim como a sua composição.
    Eu gostei da visão bastante global da autora. Ela acaba por não proibir nenhum alimento (vá talvez o açúcar refinado), aquilo que ela passa é a necessidade de olharmos melhor para as proporções daquilo que consumimos.
    Felizmente, aqui em casa, geralmente, a refeição da noite não tem carne nem peixe. Às vezes, ao almoço, também não me apetece, como foi o caso de hoje, não me apeteceu carne e comi só o arroz com feijão e legumes. :)
    Relativamente ao leite e aos iogurtes é mais complicado. Para além de fazer confusão aos meus pais, eu gosto mesmo de iogurtes :/. Já o leite, não me faria tanta diferença e conseguia substituir bem pelo leite de soja :).
    Obrigada pelo empréstimo. Acho que depois vou querer ler o teu do pH ;).
    Beijinhos

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  3. Em relação à carne, também há a questão de, no tempo dos nossos pais, eles não comerem grandes proporções. E depois como muito do trabalho era no campo, as pessoas tinham muita atividade, não eram sedentárias como hoje em dia.
    Antigamente não havia também todos aqueles produtos processados que hoje há em demasia.

    O livro do pH ainda não li, só folheei. Esse ainda é menos proibitivo, a autora fala na mesma em comer carne e peixe. Quando se trata de nutricionistas, é sempre mais "complicado" porque todas têm aquela formação da roda dos alimentos. Não parece é tão cativante de ler, mas apenas folheei.

    Beijinhos

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  4. Sem dúvida. Agora até assusta ver até que ponto as pessoas dependem do carro. Eu vivo numa cidade pequena e faz-me confusão ver as pessoas a irem de carro quase até à porta dos sítios (claro, quando é para trazer coisas mais pesadas, justifica-se), como por exemplo pagar uma conta, compras pequenas. Eu gosto de deixar o carro num sítio e ando pela cidade a pé, sem qualquer problema. E sim, muita gente abusa nas quantidades do que consome.

    Este tem uma escrita bem cativante, e os casos práticos ainda cativam mais. Mas olha que nesta a roda dos alimentos também surge, mas de uma forma mais disfarçada. A autora não proíbe quase nada e fala muito na questão das quantidades. A roda serve para isso mesmo, os diferentes tamanhos dos setores indicam-nos a quantidade que devemos consumir. A água, agora, encontra-se no centro da roda valorizando a sua importância. E o setor dos legumes e das frutas corresponde quase a metade da roda. Outra informação que a roda nos dá é que no caso dos laticínios, por exemplo, é que não devemos "misturar", ou seja se comeres queijo ao pequeno almoço não deves comer um iogurte; se comeres ovos, não precisas de comer carne ou peixe, por exemplo. Agora também existem alternativas à roda que são as pirâmides, em que se destaca nas bases os legumes e as frutas.
    Quando conseguires ler, logo verás :).
    Beijinhos

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