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Por detrás da tela | "A idade de Adaline" (2015)

Classificação: 7/10 Estrelas

À partida este seria um daqueles filmes que não me iria conquistar. O motivo é simples: a presença de elementos menos realistas. Eu não sou grande fã de fantasia ou elementos que fogem do lado mais racional. Eu gosto de filmes que me convidem a refletir, mas para isso eu tenho que sentir que aquilo de facto poderia acontecer. No caso deste filme, o elemento irreal (pelo menos para já) prende-se com o facto de Adaline não envelhecer. Esta particularidade da rapariga vai trazer-lhe grandes complicações e obrigá-la a uma ginástica pessoal para que consiga sobreviver sem ter que dar grandes explicações.

Achei um filme bonito porque se centra nas implicações da característica da Adaline na construção de relações interpessoais, mais especificamente em relações românticas. 
Quem desempenha o papel de Adaline é Blake Lively. Foi a primeira vez que me cruzei com esta atriz e não fiquei muito fã. Acho que lhe faltou um pouco de expressividade, não viveu de forma muito intensa os dramas que se cruzavam com ela e nem sempre as coisas me pareceram muito genuínas.

Apesar disso eu gostei de toda a envolvência da ação e dos comportamentos das personagens. Gostei de ver Adaline confrontada com as suas fugas e à sua verdadeira realidade. 
E gostei muito do final. Já estava à espera deste tipo de final, mas sabe sempre bem vermos as coisas a terminar de forma positiva (para coisas negativas já chegam os nossos finais). 

É um filme agradável e com uma temática que traz positividade à nossa vida. É ótimo para se ver embrulhadinha numa manta, num tarde de temporal e com um bagos de romã a acompanhar (acreditem, são um excelente substituto de pipocas). 

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