Classificação: 3 Estrelas Houve uma fase da minha vida em que eu devorava livros de Tiago Rebelo. Facilmente me apaixonava pelas suas histórias e li-as de forma compulsiva. Aliás, costumo até apontar um dos livros dele como um dos meus livros preferidos de sempre. Contudo, não senti a mesma magia com os livros que li mais recentemente (excetuando o livro O último ano em Luanda ). O homem que sonhava ser Hitler foi mais um dos livros sem magia. Gostei, a temática é relevante e interessante mas a forma como a história nos é contada é, por vezes, aborrecida. O autor passa muito tempo a contar, contar, contar e mostra pouco das personagens, da suas interações e das suas personalidades. Ao longo da leitura senti falta desta dimensão da escrita que tem a magia e o dom de nos transportar para a realidade literária. A história centra-se em dois inspetores da Polícia Judiciária (PJ) e num partido de extrema direita que vai semeando o caos e o medo por onde põe as mãos. O caso que liga estes ...