
As pessoas querem sempre saber como é, por isso vou dizer: o primeiro corte arde e depois o coração fica acelerado quando vemos o sangue, porque sabemos que fizemos algo que não deveríamos mas conseguimos escapar imprudentemente. Depois entramos numa espécie de transe, porque é realmente estonteante - aquela linha de um vermelho vivo, como uma auto-estrada num mapa que queremos percorrer para ver aonde conduz. E - meu Deus - a doce libertação, é a melhor forma que tenho de descrever, como um balão preso à mão de uma criança que solta e flutua em direção ao céu. Sabemos que aquele balão está a pensar, "Ah, afinal não te pertenço"; e ao mesmo tempo "Farão ideia de como é bela a vista daqui de cima?" E depois o balão lembra-se, depois de estar lá em cima, que tem um medo terrível das alturas.
Jodi Picoult, Frágil
Forte!!!!
ResponderEliminarLembro-me muito bem de ler esta descrição no livro!
ResponderEliminarFortíssimo!
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