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Por detrás da tela | "Breathe" (2017)


Classificação: 8/10 Estrelas

Breathe é um filme pouco falado. Pela blogoesfera só vi a opinião da Chris do blog O Diário da Chris. E foi pela sua opinião que fiquei com uma enorme vontade de ver este filme. 
É baseado numa história verídica e a sua produção resulta de uma bonita homenagem. 

O início do filme não me cativou. Estava tudo a acontecer demasiado depressa entre Robin e Diana. A relação não cresceu aos meus olhos e eu estava com dificuldade em ligar-me à história e às personagens. O aborrecimento estava a instalar-se até que se dá uma enorme reviravolta no filme: Robin contrai poliomielite e perde a capacidade de se movimentar e de respirar sozinho. 

Este acontecimento na vida de Robin provoca uma mudança em todas as personagens, a história começa a ganhar forma e eu começo a empatizar com personagens, a sofrer com elas, a querer que as coisas corram bem e que Robin não desista de viver. É por amor a Diana que ele vive, que se supera e com a ajuda de um brilhante grupo de amigos consegue fintar a doença e viver de forma intensa tendo em conta todas as limitações que se atravessaram no caminho. 

Diana e Robin são um casal que transpira amor. No início ela parece algo fria e não consegui sentir grande química entre eles, mas forma como ela se entregou à missão de viver com Robin e de lhe oferecer uma vida condigna deitou por terra as minhas reservas e consegui, de facto, sentir o amor entre eles. 

Tal como tinha acontecido com o filme A teoria de tudo, senti que por vezes nos queixamos por demasiado pouco. Senti que com as pessoas certas, as nossas limitações são meros fragmentos da nossa essência, porque o nosso coração, os nossos sentimentos, o nosso amor pelos outros leva-nos mais longe. O amor e a amizade fazem-nos viver. Fazem com que grandes problemas se tornem ínfimos. Robin foi muito amado e acarinhado. Soube agarrar a vida no momento certo. Dedicou-se a amar a mulher que o fazia respirar aventura. superação, adrenalina. Mostrou que há outras opções para pessoas com incapacidades. Deu vida a outros. 

Apesar de hoje em dia as deficiências já serem olhadas com outros olhos, o filme passa uma mensagem muito atual. A discriminação é menor, mas ainda há um mundo cheio de entraves para eles ultrapassarem. Há muitas necessidades que não estão a ser atendidas. Para Robin a doença não foi a prisão onde muitos outros viveram, porque teve uma mulher com coragem suficiente para se atirar com ele por mundos desconhecidos e superar-se a cada nova ideia aparentemente maluca. 

Breathe fica no coração e na memória. Mais um filme para rever ao longo da vida. 

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