Classificação: 5 Estrelas
Quando pego num livro da Dorothy Koomson sei, à partida, que me trará bons momentos de leitura. Gosto tanto da sua faceta romântica como de ser surpreendida por todo as outras facetas que ela tem vindo a assumir. Sinto que é uma escritora em constante crescimento, que abraça diferentes histórias e diferentes formas de as contar.
A Sereia de Brighton, o seu livro mais recente, é um exemplo extraordinário da sua versatilidade enquanto escritora. As primeiras páginas deixaram-me muito intrigada, despertando em mim o interesse ao mesmo tempo que fortalecia a minha ligação ao livro e às personagens. Dei por mim muito envolvida com tudo o que ia acontecendo, tão envolvida ao ponto de me mexer com os nervos de uma forma muito particular. Isto aconteceu porque a estava tudo tão bem construídos que me estava a enervar o facto de não ter certezas de nada, de estar a desconfiar de tudo e de todos ao mesmo tempo que a angústia de não saber o que é que realmente tinha acontecido tomava conta dos meus pensamentos.
Dorothy Koomson superou-se em cada página, em cada reviravolta da história e na forma como escolheu contá-la. Poderia ser mais uma simples história de duas adolescentes negras que descobrem uma mulher morta numa praia e que têm de lidar com muitos problemas depois disso, em particular sentirem na pela o racismo. Mas a autora vê mais longe e consegue inserir elementos inovadores, situações inesperadas e personagens que não são categoricamente boas ou más. Aliás todas as personagens são complexas e dento deles existe um conjunto de emoções, vivências e personalidades muito diversificados. Esta particularidade intrigou-me, deixou-me a pensar na forma como somos capazes de construir uma identidade capaz de cegar os outros. Afinal de contas a natureza humana e complexa e dá-nos a capacidade de nos reinventarmos de forma positiva ou negativa. E aqui a autora consegue fazer isso de uma forma muito interessante, as personagens são mais do que aquilo que elas nos permitem ver.
Não vou destacar nenhuma personagem em particular, porque o meu prazer nesta leitura residiu muito em descobri-las, em conhecer cada uma das suas camadas e em aceder a sua essência real. Na minha opinião, quanto menos soubermos delas e do livro no geral maior será o nosso grau de surpresa. E apesar das minhas desconfianças (que no fim até se vieram a revelar corretas) o meu grau de confusão era tanto que simplesmente me rendi a condição de leitora que procura conhecer aquilo que a escritora tem para nos oferecer.
O fim não foi aquilo que mais desejei, mas depois de tudo o que aconteceu sei que não poderia ser diferente. Por isso, este livro não foi aquilo que o meu lado emocional desejaria, mas foi aquilo que o meu lado realista acredita ser o mais acertado e o mais correto perante as circunstâncias que conhecemos ao longo do livro.
Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião honesta.
Dorothy Koomson superou-se em cada página, em cada reviravolta da história e na forma como escolheu contá-la. Poderia ser mais uma simples história de duas adolescentes negras que descobrem uma mulher morta numa praia e que têm de lidar com muitos problemas depois disso, em particular sentirem na pela o racismo. Mas a autora vê mais longe e consegue inserir elementos inovadores, situações inesperadas e personagens que não são categoricamente boas ou más. Aliás todas as personagens são complexas e dento deles existe um conjunto de emoções, vivências e personalidades muito diversificados. Esta particularidade intrigou-me, deixou-me a pensar na forma como somos capazes de construir uma identidade capaz de cegar os outros. Afinal de contas a natureza humana e complexa e dá-nos a capacidade de nos reinventarmos de forma positiva ou negativa. E aqui a autora consegue fazer isso de uma forma muito interessante, as personagens são mais do que aquilo que elas nos permitem ver.
Não vou destacar nenhuma personagem em particular, porque o meu prazer nesta leitura residiu muito em descobri-las, em conhecer cada uma das suas camadas e em aceder a sua essência real. Na minha opinião, quanto menos soubermos delas e do livro no geral maior será o nosso grau de surpresa. E apesar das minhas desconfianças (que no fim até se vieram a revelar corretas) o meu grau de confusão era tanto que simplesmente me rendi a condição de leitora que procura conhecer aquilo que a escritora tem para nos oferecer.
O fim não foi aquilo que mais desejei, mas depois de tudo o que aconteceu sei que não poderia ser diferente. Por isso, este livro não foi aquilo que o meu lado emocional desejaria, mas foi aquilo que o meu lado realista acredita ser o mais acertado e o mais correto perante as circunstâncias que conhecemos ao longo do livro.
Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião honesta.


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