Avançar para o conteúdo principal

Por detrás da tela | "A Star is Born" (2018)


Classificação: 7 estrelas

Depois de tanta coisa bonita que me disseram e que li sobre este filme esperava que ele me tocasse o coração de uma forma especial. Esperava que ele se tornasse daqueles filmes memoráveis que, por mais vezes que o visse, jamais me sentiria aborrecida. Com muita tristeza minha, este filme não me encheu as medidas. 

Começo por destacar as duas coisas que mais gostei do filme e que me mantiveram motivada a vê-lo. Em primeiro lugar destaco o brilhante desempenho de Lady Gaga como Ally. Foi uma excelente surpresa. Cativou-me a forma como ela se deixou absorver pela vida da personagem, conferindo uma emotividade especial e que foi capaz de me deixar presa à sua interpretação. 
Em segundo lugar adorei a banda sonora. Cada música surgia no momento certo e com melodias  e letras muito bonitas. Foi impossível ficar indiferente à música Shallow.

Relativamente às coisas que me aborreceram, aponto a dinâmica da história e a interpretação de Bradley Cooper. Quanto à história, o filme aborda a vida de um artista em declínio, Jack, envolvido em abuso de substâncias e uma mulher, Ally, com uma voz magnífica e com uma enorme capacidade de escrever músicas e de as compor. Por um acaso do destino, eles encontram-se e Jack ajuda o mundo a conhecer o talento de Ally. Há uma certa previsibilidade dos acontecimentos e a forma como eles se sucedem nem foi clara para mim. Houve cenas que me aborreceram e não senti muita química entre Ally e Jack, porém foi melhorando ao longo do filme. 
Acho que a minha embirração com Bradley Cooper começa a ser crónica. Não é o primeiro filme em que não simpatizo com o desempenho do ator. Acho o artificial, sem grande expressividade e no caso concreto deste filme existiram cenas em que a dicção dele era péssima. 

Em suma, foi um filme agradável mas longe de se tornar intemporal para mim.

Comentários

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Desafio dos Pássaros #2.1 | Acho que a coisa não vai correr bem

Tema 2.1 Acho que a coisa não vai correr bem Mal vi o tema desta primeira edição pensei O que é que eu vou escrever sobre isto? (principalmente quando ando numa fase de pouca criatividade). Os dias iam passando e as ideias não surgiam. Fui engolida pelo rebuliço da semana (rebuliço esse que começou logo no início deste mês) e como tinha uma altura mais vaga na sexta de manhã achei que seria uma boa altura para me dedicar ao tema. Ontem à noite ainda não tinha ideia do que escrever. Começaram a vir outras tarefas e claro que ideia foi, acho que a coisa não vai correr bem ao deixar o tempo avançar sem escrever nada. E, tal como aquelas profecias que se auto cumprem, eis-me aqui em frente à branca e assustadora folha do word sem saber o que vos escrever. Como vos deve parecer bem óbvio a coisa não está a correr bem e a pressão de inventar algo em tempo record levou-me a estes devaneios mentais. Quantas vezes já vos aconteceu as coisas não correm bem depois de na vossa mente formularem o ...

Por detrás da tela | (500) Dias com Summer

Ficha Técnica Actores Principais: Joseph Gordon-Levitt (Tom), Zooey Deschanel (Summer) Género: Drama / Comédia Romântica Ano: 2009 Classificação 1/5 Estrelas Opinião Este filme traz-nos a história de amor, vivida em 500 dias, entre Tom e Summer. Eles conhecem-se no local de trabalho, uma vez que Summer é contratada como nova assistente do chefe de Tom. Assim, ao longo do filme somos presenteados com avanços e recuos no tempo que nos vão oferecendo uma visão deste romance que, para mim, está condenado desde o início.  Pessoalmente, não senti química nem empatia entre estes dois elementos. Pareciam dois estranhos obrigados a viver um casal romântico na tela do cinema. A personalidade das personagens também não me despertou qualquer tipo de entusiasmo. Tom ficou obcecado pela Summer, obsessão esta um pouco distante e irrealista. Summer é uma personagem estranha que parece não saber o que quer. Não consegui perceber a intenção deste filme, nem o que ele pretendia transmitir. Os constantes ...

Em três razões

O aniversário do blog aproxima-se (dia 22 de Setembro), por isso achei que seria a altura ideal para lançar uma nova rubrica. Já andava a pensar nela à algum tempo. Os objectivos que fui ponderando na elaboração e construção desta nova ideia foram os seguintes: Permitir a interacção mais próxima com outros blogs; Dar a conhecer novos autores e novos livros; Permitir que esse conhecimento acerca dos livros viesse de uma forma simplificada.  De forma a tornar esta rubrica mais interessante irei colocar uma página no blog para ir apontando os livros que vão sendo apresentados e que ainda não li. Quando se tornarem em número significativo poderei fazer uma pequena votação para ver que livro irei ler em primeiro lugar (poderá ocorrer uma votação por mês, tudo depende da adesão). Como sou nacionalista decidi que este mês a rubrica Em três razões  deveria ser dedicada a autores nacionais. Por isso gostaria que, clicando aqui, preenchessem o pequeno questionário e indicassem três razões para ...