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Por detrás da tela | "A Febre das Tulipas" (2017)

Tulip Fever (2017)
Classificação: 6/10 Estrelas

Sou fã da actiz Alicia Vikander ao ponto de ver os diferentes projetos cinematográficos que integra (não sei é se consigo ganhar coragem para ver Tomb Rider, pois é um tipo de filmes que não me cativa). Cruzei-me com A Febre das Tulipas e achei que poderia ser um bom filme para uma tarde de domingo.

Este filme é baseado no livro com o mesmo nome da escritora Deborah Moggach. Não conhecia o livro, nunca o li e após o terminar a visualização fiquei com vontade de conhecer o livro. Esta vontade nasce do facto do filme não me ter saciado a curiosidade relativamente à história. Foi tudo demasiado rápido, onde faltou espaço para que as personagens e as situações crescessem e se materializassem. Senti que muitas coisas ficaram apenas à superfície.

A história do filme é nos contada na perspetiva de uma empregada de um homem rico. Este homem é velho e casa-se com uma mulher muito jovem com o objetivo de ter um herdeiro. Encantado com a esposa, este homem contrata um pintor para que ele faça o retrato de ambos, por quem a sua jovem esposa se encanta. Tudo isto é apimentado com o negócio milionário das tulipas.

O filme transporta-nos para uma Holanda do século XVII e oferece-nos algum dramatismo e romance. Porém, as quantidades em que estes ingredientes são servidos e a forma como nos são apresentados faz com que sinta a falta de mais qualquer coisa.
A forma como o filme termina é curiosa e até um pouco inesperada. Pessoalmente, esperava algo mais dramático.

Não é um filme extraordinário, contudo serviu o seu propósito de entreter e ainda deixou espaço para a curiosidade em ler o livro que serviu de base ao argumento do filme.  

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