
Classificação: 5 Estrelas
Eu não resisto a uma bonita história de amor. Se lhe juntarem drama, segredos familiares e personagens femininas fortes, a probabilidade de ter uma boa leitura aumenta.
Comecei a ler Deborah Smith há dois anos. Aquele primeiro livro selou um amor pelas suas histórias que permanece até hoje. É uma autora que considero intemporal, ou seja, não me vejo a desgostar de ler as suas histórias.
O Jardim das Flores de Pedra é um livro sobre as mulheres Hardigree e sobre a sua força. Uma força que é a metáfora do seu ramo de negócio, o mármore. Swan é a matriarca. Fria, distante e de porte régio vale-se da sua mão de ferro para gerir o negócio e manter a reputação da família Hardigree. Darl é a sua neta e será aquela que a desafiará.
É uma história para acompanhar em duas épocas distintas. No passado solidificam-se os segredos e as tragédias. No presente, é preciso derreter o gelo para chegar às camadas mais profundas de cada uma das personagens e dos segredos que encerram.
Eu gostei de ler os dois momentos da história. Do passado guardo a importância da inocência e do amor descomprometido que Eli e Darl oferecem. Guardo a história singular de Swan que merecia um livro só para nos contar a história dela e os desafios que a vida a obrigou a enfrentar e condicionou as suas escolhas. Guardo o amor e a união da família Wade que procuram vencer os preconceitos e lutar pelas suas necessidades. É nesta família que vive um amor entre irmãos bonito e especial. Eli e Bell conseguem passar a importância da união, do respeito e a necessidade de se proteger aqueles que amamos. Ficou também a amizade que Darl oferecia aqueles que lhe tocavam o coração e a nobreza de Eli em ser justo e leal àqueles que ama, sejam eles família ou amigos.
Quando cheguei ao presente foi fácil divertir-me com o humor negro e mordaz que Darl e Sawn usavam durante a sua comunicação. Adorei naquilo que Darl se tornou e na forma que decidiu usar os seus conhecimentos e formação. É uma mulher corajosa, mas ainda com fantasmas do passado a vaguear em volta dela. Sem querer tropeça em Eli, sem saber que realmente é ele. E é assim que as suas amarras se soltam e os fantasmas começam a querer soltar-se.
É um romance ao estilo de Deborah Smith e que acaba por seguir um pouco a fórmula dos livros anteriores que já li. Porém, aos meus olhos, isso não lhe retirou o encanto nem destruiu a capacidade da história me emocionar e me empurrar por uma leitura compulsiva. Apesar deste compulsão há momentos que quis ler mais devagar para que a história não acabasse tão depressa.
Do meu ponto de vista é um livro que merecia integrar uma série. Há três personagens femininas que mereciam o protagonismo que apenas um livro individual lhes consegue oferecer. Este livro não retirou intensidade à história nem a força de carácter às personagens, porém sinto que cada uma delas merecia algo mais.
Se, tal como eu, gostam de uma história de amor bonita, de encontros e desencontros e de segredos que minam a vida de quem os guarda, então atirem-se à leitura deste livro. Quase de certeza que vos tocará no coração.

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