
Classificação: 5 Estrelas
Nada sabia sobre os Romanov até ter lido o livro A Imperatriz Romanov de G. W. Gortner. Infelizmente, quando abordamos a Revolução Russa nas aulas de História do 9º ano a família imperial e a história em torno da mesma não é abordada nem mencionada.
Fiquei atormentada pela história desta família. Ao ler Os Últimos Dias dos Romanov senti-me enjoada, revoltada, angustiada com todas as atrocidades que foram cometidas. Independentemente das razões que conduziram ao fim da monarquia na Rússia, nada justifica a forma como toda a operação foi conduzida. Nada justifica o silêncio que se manteve durante anos perante os acontecimentos de 17 de Julho de 1918. Não sei como é que os militares envolvidos neste massacre conseguiram seguir com as suas vidas tendo em conta as atrocidades que fizeram.
Este livro, misturando ficção com realidade, narra os últimos dias do último czar da Rússia e da sua família quando estiveram em cativeiro numa zona que pertence à Sibéria. Acompanhamos rotinas, os medos, os receios e as partilhas entre os elementos da família imperial e as pessoas que a serviam.
Sinto que tive uma maior compreensão deste livro porque tinha lido A Imperatriz Romanov. Atenção, eles não dependem um do outro. Contudo, o livro editado o ano passado pela Topseller ofereceu-me uma visão pormenorizada do que era a família real Russa, o luxo subjacente ao seu estilo de vida, as relações entre os diferentes membros e deixou-me perceber de que modo a monarquia russa começou a deteriorar-se.
Este conhecimento prévio permitiu-me uma maior compreensão e interpretação destes últimos dias dos Romanov. Permitiu-me perceber melhor a relação entre Nicolau e Alexandra, tendo sempre um olhar muito crítico relativamente a ambos e ao comportamento que os atirou para aquela situação.
Eu fiquei agarrada a esta história e a esta família. Ler este livro, deixou-me ainda mais agarrada a esta família e aos mistérios que encerra. Há muito por explicar relativamente ao assassinato dos Romanov e, infelizmente, penso que não serão reveladas novas informações.
Os Últimos Dias dos Romanov apresenta um final que não é verdadeiro, tendo em conta a pesquisa que fiz posteriormente. Contudo gostei da forma como terminou e como nos apresentou um alternativa ligeiramente mais feliz perante a tragédia que a família encerra. Apesar de saber que não espelha a realidade, dei por mim a pensar "E se...?!".
Senti muita emoção, amor e tensão nestas páginas. Ao ler este livro pude perceber um pouco mais sobre a Rússia e sobre a sua história. Permaneceu a vontade de fazer a mala e ir até São Petersburgo conhecer as ruas e o Palácio de Inverno, conhecer os tesouros dos Romanov e visitar os seus túmulos.
Fico feliz por saber que houve quem não desistisse de procurar Nicolau e a sua família. Apesar de muitos anos se terem passado, a família Romanov teve direito a ser sepultada de forma digna.
É inexplicável todas as sensações e emoções que este livro me provocou. Dei por mim a vaguear na internet procurando mais informações sobre a família e sobre a história da Rússia. Pesquisei imagens do Palácio de Inverno, da Catedral de São Pedro e São Paulo. Procurei perceber um pouco melhor os motivos que levaram sucessivos governos de um país a ignorar um acontecimento tão sangrento. Não obtive nenhum conclusão, mas fiquei preocupada. É um elemento relativamente recente na História mundial, mas por algum motivo, por interesses políticos, por aspetos que eu não consigo enumerar, decidiram não estudar muito bem o que passou naquela madrugada de Julho.
Penso que seja este olhar inconclusivo sobre a vida dos Romanov e sobre tudo o que aconteceu no passado que alimentaram a minha curiosidade. Tenho consciência da imperfeição da Rússia imperial, das suas fragilidades, do modo demasiado luxuoso em que viviam os membros da nobreza, da pobreza da população e do seu descontentamento perante as escolhas de Nicolau, muito influenciadas por Alexandra. Apesar disso, dou por mim a questionar-se se isto justifica o fuzilamento de tanta gente, incluindo crianças inocentes e de as atirar para o esquecimento sepultando-as de forma a tentar esconder a atrocidade cometida.
Ainda hoje ao pensar neste livro e na leitura das últimas páginas me arrepio e sou capaz de sentir o medo que ficou impregnado na sala daquela casa.
Este livro, misturando ficção com realidade, narra os últimos dias do último czar da Rússia e da sua família quando estiveram em cativeiro numa zona que pertence à Sibéria. Acompanhamos rotinas, os medos, os receios e as partilhas entre os elementos da família imperial e as pessoas que a serviam.
Sinto que tive uma maior compreensão deste livro porque tinha lido A Imperatriz Romanov. Atenção, eles não dependem um do outro. Contudo, o livro editado o ano passado pela Topseller ofereceu-me uma visão pormenorizada do que era a família real Russa, o luxo subjacente ao seu estilo de vida, as relações entre os diferentes membros e deixou-me perceber de que modo a monarquia russa começou a deteriorar-se.
Este conhecimento prévio permitiu-me uma maior compreensão e interpretação destes últimos dias dos Romanov. Permitiu-me perceber melhor a relação entre Nicolau e Alexandra, tendo sempre um olhar muito crítico relativamente a ambos e ao comportamento que os atirou para aquela situação.
Eu fiquei agarrada a esta história e a esta família. Ler este livro, deixou-me ainda mais agarrada a esta família e aos mistérios que encerra. Há muito por explicar relativamente ao assassinato dos Romanov e, infelizmente, penso que não serão reveladas novas informações.
Os Últimos Dias dos Romanov apresenta um final que não é verdadeiro, tendo em conta a pesquisa que fiz posteriormente. Contudo gostei da forma como terminou e como nos apresentou um alternativa ligeiramente mais feliz perante a tragédia que a família encerra. Apesar de saber que não espelha a realidade, dei por mim a pensar "E se...?!".
Senti muita emoção, amor e tensão nestas páginas. Ao ler este livro pude perceber um pouco mais sobre a Rússia e sobre a sua história. Permaneceu a vontade de fazer a mala e ir até São Petersburgo conhecer as ruas e o Palácio de Inverno, conhecer os tesouros dos Romanov e visitar os seus túmulos.
Fico feliz por saber que houve quem não desistisse de procurar Nicolau e a sua família. Apesar de muitos anos se terem passado, a família Romanov teve direito a ser sepultada de forma digna.
É inexplicável todas as sensações e emoções que este livro me provocou. Dei por mim a vaguear na internet procurando mais informações sobre a família e sobre a história da Rússia. Pesquisei imagens do Palácio de Inverno, da Catedral de São Pedro e São Paulo. Procurei perceber um pouco melhor os motivos que levaram sucessivos governos de um país a ignorar um acontecimento tão sangrento. Não obtive nenhum conclusão, mas fiquei preocupada. É um elemento relativamente recente na História mundial, mas por algum motivo, por interesses políticos, por aspetos que eu não consigo enumerar, decidiram não estudar muito bem o que passou naquela madrugada de Julho.
Penso que seja este olhar inconclusivo sobre a vida dos Romanov e sobre tudo o que aconteceu no passado que alimentaram a minha curiosidade. Tenho consciência da imperfeição da Rússia imperial, das suas fragilidades, do modo demasiado luxuoso em que viviam os membros da nobreza, da pobreza da população e do seu descontentamento perante as escolhas de Nicolau, muito influenciadas por Alexandra. Apesar disso, dou por mim a questionar-se se isto justifica o fuzilamento de tanta gente, incluindo crianças inocentes e de as atirar para o esquecimento sepultando-as de forma a tentar esconder a atrocidade cometida.
Ainda hoje ao pensar neste livro e na leitura das últimas páginas me arrepio e sou capaz de sentir o medo que ficou impregnado na sala daquela casa.
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