Avançar para o conteúdo principal

Por detrás da tela | "As Pontes de Madison County" (1995)

Classificação: 8/10 Estrelas

As Pontes de Madison Couty é um filme com uma intensa e bonita história de amor. É uma história intemporal que queremos guardar no coração e recordá-la ao longo dos tempos.

Não foi um filme que me conquistou logo do início, muito porque não concordo com traições. 
O filme começa com os filhos mais de Francesca Johnson, interpretada por Meryl Streep, a tratarem do seu funeral. Através do testamento e de algumas coisas que Francesca deixou, os filhos vão desfiar uma parte oculta da vida passada da mãe. 

A partir daqui vamos viajando no tempo para conhecer o que se passou na vida desta mulher. O passado começa por demonstrar a insatisfação de Francesca com a sua vida familiar monótona e pouco estimulante. O marido e os filhos viajam e ela acaba por ficar sozinha durante uns dias. Logo após a partida da sua família, Francesca conhece Robert Kincaid, uma fotografo de uma revista que está na região para fotografar.

Comecei por ficar aborrecida quando percebi que o filme ia retratar uma situação de traição. Contudo, há medida que ia conhecendo mais da história de Francesca o meu envolvimento com o filme e com a história que contava começou a aumentar. 
Para minha grande estranheza, comecei a sentir empatia pela Francesca. Eu também me sentiria morta se vivesse a vida dela. Atenção! Nada justifica uma traição. Consigo percebê-la, mas não a consigo aceitar na totalidade. Porém, quando me esquecia que era uma traição e me focava na interação entre Robert e Francesca ficava fascinada com a intimidade que existi entre eles, com o amor que facilmente partilhavam... 

Ao longo daqueles dias, Francesca consegui expressar os seus sentimentos com Robert. Partilhou os seus sonhos, as suas angústias. Robert ouviu-a atentamente, valorizou-a e partilhou com ela as suas aventuras pelo mundo. 
Contra tudo aquilo que ele esperava, acaba por se apaixonar verdadeiramente pela Francesca.

Há uma cena mais no final do filme é que me cortou a respiração. A tensão e o suspense criados é fenomenal. Fiquei ali na expetativa para saber quais as escolhas de Franscesca. Adorei a cena. Fiquei emocionada com a carga emocional que Meryl Streep ofereceu à personagem. 

O fim é emotivo e espelha as diferentes formas do amor. Francesca amou o marido como sabia e podia. Porém, lá num lugar bem especial do seu coração também guardou o amor de Robert. E se em vida dedicou o amor ao marido, na morte ela quis partilhá-lo com Robert. 
Uma das mais bonitas histórias de amor a que já assisti na sétima arte.  

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Desafio dos Pássaros #2.1 | Acho que a coisa não vai correr bem

Tema 2.1 Acho que a coisa não vai correr bem Mal vi o tema desta primeira edição pensei O que é que eu vou escrever sobre isto? (principalmente quando ando numa fase de pouca criatividade). Os dias iam passando e as ideias não surgiam. Fui engolida pelo rebuliço da semana (rebuliço esse que começou logo no início deste mês) e como tinha uma altura mais vaga na sexta de manhã achei que seria uma boa altura para me dedicar ao tema. Ontem à noite ainda não tinha ideia do que escrever. Começaram a vir outras tarefas e claro que ideia foi, acho que a coisa não vai correr bem ao deixar o tempo avançar sem escrever nada. E, tal como aquelas profecias que se auto cumprem, eis-me aqui em frente à branca e assustadora folha do word sem saber o que vos escrever. Como vos deve parecer bem óbvio a coisa não está a correr bem e a pressão de inventar algo em tempo record levou-me a estes devaneios mentais. Quantas vezes já vos aconteceu as coisas não correm bem depois de na vossa mente formularem o ...

Em três razões

O aniversário do blog aproxima-se (dia 22 de Setembro), por isso achei que seria a altura ideal para lançar uma nova rubrica. Já andava a pensar nela à algum tempo. Os objectivos que fui ponderando na elaboração e construção desta nova ideia foram os seguintes: Permitir a interacção mais próxima com outros blogs; Dar a conhecer novos autores e novos livros; Permitir que esse conhecimento acerca dos livros viesse de uma forma simplificada.  De forma a tornar esta rubrica mais interessante irei colocar uma página no blog para ir apontando os livros que vão sendo apresentados e que ainda não li. Quando se tornarem em número significativo poderei fazer uma pequena votação para ver que livro irei ler em primeiro lugar (poderá ocorrer uma votação por mês, tudo depende da adesão). Como sou nacionalista decidi que este mês a rubrica Em três razões  deveria ser dedicada a autores nacionais. Por isso gostaria que, clicando aqui, preenchessem o pequeno questionário e indicassem três razões para ...

As leituras obrigatórias estão fora de validade?

Tenho-me cruzado com algumas vozes a alertarem para a necessidade de se alterarem as obras de leitura obrigatória na disciplina de Português. As opiniões fundamentam-se na antiguidade das obras, no facto de serem de difícil leitura para os jovens, por não cativarem a população mais nova para a leitura, entre outras. Eu não me revejo nestas opiniões. Não acho que se devam mudar as leituras que integram os programas curriculares. O que acho que deve mudar é a forma como convidamos os jovens para a leitura. Mas vamos por partes. Há jovens que gostam de ler. Porém, nos dias de hoje, a oferta ao nível dos conteúdos digitais e de outros elementos de distração oferecem aos jovens de hoje conteúdos mais apelativos e de consumo mais instantâneo. Este tipo de oferta sacia (por vezes falsamente) as suas necessidades imediatas. Tudo acontece demasiado depressa e a leitura exige tempo, contemplação e reflexão. E grande parte dos jovens considera um desperdício de tempo ler. Acho que daria um estudo...