Classificação: 8/10 Estrelas
As Pontes de Madison Couty é um filme com uma intensa e bonita história de amor. É uma história intemporal que queremos guardar no coração e recordá-la ao longo dos tempos.
Não foi um filme que me conquistou logo do início, muito porque não concordo com traições.
O filme começa com os filhos mais de Francesca Johnson, interpretada por Meryl Streep, a tratarem do seu funeral. Através do testamento e de algumas coisas que Francesca deixou, os filhos vão desfiar uma parte oculta da vida passada da mãe.
A partir daqui vamos viajando no tempo para conhecer o que se passou na vida desta mulher. O passado começa por demonstrar a insatisfação de Francesca com a sua vida familiar monótona e pouco estimulante. O marido e os filhos viajam e ela acaba por ficar sozinha durante uns dias. Logo após a partida da sua família, Francesca conhece Robert Kincaid, uma fotografo de uma revista que está na região para fotografar.
Comecei por ficar aborrecida quando percebi que o filme ia retratar uma situação de traição. Contudo, há medida que ia conhecendo mais da história de Francesca o meu envolvimento com o filme e com a história que contava começou a aumentar.
Para minha grande estranheza, comecei a sentir empatia pela Francesca. Eu também me sentiria morta se vivesse a vida dela. Atenção! Nada justifica uma traição. Consigo percebê-la, mas não a consigo aceitar na totalidade. Porém, quando me esquecia que era uma traição e me focava na interação entre Robert e Francesca ficava fascinada com a intimidade que existi entre eles, com o amor que facilmente partilhavam...
Ao longo daqueles dias, Francesca consegui expressar os seus sentimentos com Robert. Partilhou os seus sonhos, as suas angústias. Robert ouviu-a atentamente, valorizou-a e partilhou com ela as suas aventuras pelo mundo.
Contra tudo aquilo que ele esperava, acaba por se apaixonar verdadeiramente pela Francesca.
Há uma cena mais no final do filme é que me cortou a respiração. A tensão e o suspense criados é fenomenal. Fiquei ali na expetativa para saber quais as escolhas de Franscesca. Adorei a cena. Fiquei emocionada com a carga emocional que Meryl Streep ofereceu à personagem.
O fim é emotivo e espelha as diferentes formas do amor. Francesca amou o marido como sabia e podia. Porém, lá num lugar bem especial do seu coração também guardou o amor de Robert. E se em vida dedicou o amor ao marido, na morte ela quis partilhá-lo com Robert.
Uma das mais bonitas histórias de amor a que já assisti na sétima arte.

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