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Opinião | "Pura Malícia" de Jill Mansell

Pura Malícia

Classificação: 2 Estrelas

 

Pura Malícia marca a minha estreia com os livros de Jill Mansell. Peguei neste livro porque continuava com vontade de ler um livro divertido e que me arrancasse algumas gargalhadas. Infelizmente os minhas necessidades não foram satisfeitas. 

 

Quase tudo neste livro foi aborrecimento. Páginas e páginas sem aspetos relevantes para a história, uma suposto casal amoroso sem nenhuma química ou capacidade de me pôr o coração a palpitar. Sinceramente, eu estava à espera de um enredo mais envolvente e cativante, mas dei por mim a arrastar a leitura, por vezes um pouco desmotivada porque sentia que estava num livro sem ação.

 

As primeiras páginas fizeram-me acreditar que me iria rir imenso com Maxine, uma rapariga de espírito livre que tinha uma maneira muito própria de ver a vida. Tem algumas passagens mais divertidas mas, na generalidade é uma personagem sem vida e sem brilho. Fica apagada pelo seu desejo incansável de sucesso e pelo seu jeito um pouco estranho de se relacionar com as pessoas.

 

Janey, a irmã de Maxine, foi a personagem que mais gostei. Merecia mais no livro, merecia brilhar mais. Tem uma história de vida com imensas potencialidades, porém é explorada de forma deficitária e a escritora tornou-a demasiado crédula e ingénua. Acho que ela poderia ter absorvido outro tipo de características tornando-a numa personagem com carisma e capaz de me encantar e marcar.

 

Por fim temos o Guy e todas as mulheres que giram em torno deste Deus Grego cobiçado por um número infinito de senhoras vazias e ocas que me fizeram revirar os olhos a cada salto agulha que soava no chão, a cada limar das unhas... Toda esta superficialidade que surge nas mulheres com que Guy vai mantendo as suas aventuras amorosas chegou a irritar-me. É um aspeto que se estende por demasiadas páginas, acabando por tornar a leitura repetitiva e aborrecida.

 

Os filhos de Guy acabam por salvar um pouco a história. São duas crianças cheias de vida que deixam a sua marca na vida de algumas personagens. A mãe de Maxine e Janey e o pai de Guy também me ofereceram bons momentos de leitura. Trouxeram-me situações atípicas e ligeiramente divertidas.

 

Como estava à espera de outro tipo de leitura não sei muito bem se deva apostar noutro livro da escritora. Se alguém desse lado for fã da escritora e tiver uma boa sugestão para mim, por favor, deixe nos comentários. Pode ser que tenha um livro capaz de fazer rir e divertir.

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