Avançar para o conteúdo principal

Sabores com história # 1| Bolo de Chocolate

Hoje decidi arrancar com uma rubrica nova aqui no blog. As leituras andam más e eu não quero deixar esmorecer estes espaço, por isso tenho de me reinventar. Neste processo de produção de novos conteúdos tenho tido algumas ideias. Hoje inicio uma que me permitirá partilhar uma outra paixão minha: cozinhar doces. Não sou pasteleira (daí não ter terminado a frase anterior com pastelaria) sou apenas uma pessoa que gosta de fazer bolos e bolachas. Sou, também, uma pessoa que associa sabores a histórias, acontecimentos de vida ou memórias. Portanto venho partilhar as minhas receitas com vocês e, ao mesmo tempo, juntar-lhe histórias, reflexões ou testemunhos. Os créditos desta ideia pertencem a uma bloguer que gosto muito de acompanhar: a Joana do blog "Palavras que enchem a barriga". Tem receitas fantásticas e identifico imenso com coisas que ela escreve. Ela partilha as suas receitas acompanhadas de uma pequena história e eu vou usar a ideia dela.

Para primeiro post da rubrica quero partilhar com vocês a receita de um bolo de chocolate. 
Andei meses à procura e a tentar receitas de um bolo de chocolate que fosse fofo e húmido. Queria algo um sabor intenso a chocolate. E consegui aprimorar a receita até encontrar aquele bolo que me enchesse as medidas. 


Repeti a receita até à exaustão. Conquistou o palato de muitas das pessoas que o provaram, mas houve uma vez em que as coisas correram mal e desde aí só repeti a receita uma vez e não comi. 
Em 2014 houve um período em que andava bastante mal. Vomitava, tinha dores abdominais horríveis, perdi peso de forma inexplicável... Um dos piores episódio foi quando comi este bolo. Tive uma noite horrível de dores, enjoo e sem dormir. Acabei por ter de ir ao médico, fiz exames e recebi o diagnóstico: tinha a vesícula com pedra e teria de ser operada.   

A partir daí foi um reajustar da minha dieta. Fiz uma lista de alimentos que me deixavam mal e deixei de os comer. Dentro dessa lista estava o chocolate. Daí aquele dia em que quase morri (um bocadinho de drama) depois de comer o bolo. 

Tenho saudades de voltar a sentir o sabor deste bolo. Saudades da intensidade do sabor a chocolate que se sente ao comer uma fatia deste bolo. Porém, foi como se tivesse desenvolvido uma espécie de aversão. A última vez que o fiz foi há dois anos, num final de ano letivo, para uma despedida. Eu não consegui comer. Talvez se deixar passar mais tempo consiga voltar a comer.

Fica aqui a receita para quem quiser experimentar. Se o fizerem, por favor partilhem como foi fazer esta receita e o que sentiram ao saborear este bolo. 
Uma pequena nota: eu uso pouco açúcar nas minhas receitas, por isso, caso sintam necessidade, adaptem. 


Ingredientes
  • 150 g de açúcar 
  • 200 g de farinha sem fermento
  • 1 colher de chá de fermento
  • 125 g de chocolate em pó (costumo usar da Pantagruel)
  • 5 ovos
  • 2 dl de leite 
  • 1 dl de óleo
Preparação 
Super prática e fácil. Primeiro misturam todos os ingredientes sólidos e depois misturam os líquidos. Levei ao forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 45 minutos. Mas o tempo de cozedura é variável tendo em conta os fornos, por isso o melhor é irem controlando e utilizarem o palito que não saí totalmente seco. 

Fico à espera das vossas experiências. 


Comentários

  1. Agora deixaste-me com água na boca! Tenho de experimentar. Acho que nunca consegui fazer um bolo de chocolate que me enchesse as medidas. O que eu gosto mesmo é o bolo brigadeiro, mas é difícil de fazer e nunca tentei. Se calhar também não é muito boa ideia aprender a fazê-lo!! eheh

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  2. Este bolo é muito bom. E quanto mais teor de cacau tiver o chocolate melhor. :)
    Depois de o fazeres diz como correr.
    Beijinhos.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Palavras Memoráveis

Quer dizer que podemos fazer isto juntos. Quer dizer que me deixas furar a carapaça. Só assim é que isto pode resultar. Tu deixas que eu te magoe e eu deixo que tu me magoes. Tess Gerritsen, A pecadora

Por detrás da tela | Love, Rosie

Classificação: 5 Estrelas Já há muito tempo que por aqui não aparecia uma opinião a um filme. A realidade é que já não via um filme há muito, muito tempo.  Há uns dias, enquanto via trailers no youtube cruzei-me com este Love, Rosie  e fiquei logo com curiosidade para o ver.  Adorei o filme. Eu tenho um carinho especial por histórias de amizade que, aos poucos, se vão solidificando em algo mais importante. E assim nasce um amor... Porém, nem sempre é fácil chegar a essa conclusão acerca dos novos sentimentos que vão aparecendo.  Rosie e Alex são os protagonistas deste filme e adorei as interpretações de ambos. Transmitem muito bem os sentimentos, têm um entendimento que contribui muito para a história em si.  O enredo acaba por ser simples, mas muito bonito.  É um filme para todos aqueles e aquelas que gostam de romance e de dramas que tendem a afastar caminhos que deviam estar a cruzar-se algures nos trilhos do destino. Só no fim do filme é que me apercebi que era uma adaptação do li...

Por detrás da tela | "Call me by your name" (2017) e After (2019)

Call me by your name Assim que terminei de ler o livro, achei que era uma boa ideia ver o filme. Foi a decisão mais acertada!  Temos um filme bastante fiel ao livro, porém há passagens no filme que eu só as compreendi na sua totalidade porque tinha lido o livro (mais especificamente a sequência de cenas com os calções do Oliver).  É um filme que cheira a verão. Que me fez querer ir uns dias para aquela casa, para aqueles pomares , só para sentir o cheiro da fruta madura e a frescura das águas. Isto resulta de um excelente trabalho na construção das cenas e numa boa captação dos cenários. A narrativa do filme acompanha a narrativa do livro, exceto a parte final. A intensidade da história de Elio e Oliver, a descoberta daquele amor, as dificuldades em geri-lo são aspetos que fazem parte da ação central do livro e que aparecem muito bem representados no filme. Eu estava com algum receio relativamente à forma como o livro seria transportado para o filme. Este receio tinha como base a minha...