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Opinião | "Até sempre, meu amor" de Lesley Pearse (Ellie #1)

47977270._SY475_.jpgClassificação: 5 Estrelas


Para mim é sempre muito difícil escrever uma opinião a um livro de Lesley Pearse imediatamente após terminar a leitura. Geralmente são livros fortes, com uma intensa carga dramática e que, por isso, exigem um pouco mais de reflexão. No fundo, eu preciso de um tempo para digerir tudo o que vou lendo.
Geralmente são livros que leio de forma muito compulsiva. Este, devido às suas dimensões, teve de ficar em casa (era complicado transporá-lo e lê-lo nos transportes) e só lia à  noite e ao fim-de-semana. Por isso, demorei um bocadinho mais do que é normal a terminar a leitura. 


O que escrever acerta desta história? Tanta coisa! Acima de tudo quero que fiquem com a ideia de que por muito que eu possa escrever sobre ela, nada iguala as emoções que a leitura provoca. Por muito que escreva sobre ele, não há palavras capazes de transmitir toda a imensidão de emoções que estas páginas me ofereceram. Vou tentar partilhar com vocês tudo aquilo de bom que senti nesta leitura. 


Começando pela globalidade da história, os acontecimentos selecionados estão muito bem descritos, com descrições muito gráficas. Foi muito fácil sentir-me no meio do teatro, a vaguear pelos campos e a assistir a um verdadeiro pesadelo da guerra. Há episódios que, para mim, foram bastante dolorosos de se lerem. À medida que caminhei para o fim da história fiquei seriamente angustiada com algumas coisas que aconteceram. Houve ali muitas escolhas difíceis. Verdadeiros dilemas pessoais em que Lesley Pearse fez valer todo o seu talento na elaboração de histórias dramáticas.


Podem esperar uma imensidão de personagens. Apesar de muitas nunca me perdi na história nem nas pessoas a quem os acontecimentos em que iam surgir. São muito fáceis de acompanhar pois estão muito bem caracterizadas.
De entre todas elas, o grande destaque vai para aqueles que influenciam todo o desenrolar da narrativa: Ellie e Bonnie. 


São duas jovens muito diferentes. A forma como me relacionei com as duas variou imenso ao longo da leitura. Senti muito mais dificuldades em empatizar com a Bonnie do que com a Elli. Bonnie é mimada, irresponsável e extremamente caprichosa. Há alturas em que me apetecia bater-lhe por todas as enrascadas em que escolhia meter-se. Apesar de gostar da Elli não compreendia alguma da sua condescendência e da sua falta de capacidade para se individualizar e fugir das coisas que a iriam atirar para um poço de problema. 
Quer Elli , quer Bonni estão muito bem caracterizadas. É esta boa caracterização que me permite desenvolver sentimentos e opiniões muito concretas em relação às personagens. Fico sempre com aquela sensação que as conheço. 


Não é um livro de ação rápida. As coisas demoram o seu tempo a acontecer, mas pessoalmente, não senti a leitura aborrecida nem senti falta de que as coisas avançassem mais depressa. Gostei de saborear os acontecimentos, as escolhas das personagens, os sonhos e os desejos de forma calma e sem pressa de chegar a uma conclusão.


Para quem anda à procura de prendas de Natal, esta por será uma excelente opção para grande parte dos leitores. O facto de ele reunir romance, boa contextualização histórica e drama faz com que possa agradar a grande parte dos leitores. 


 


Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta. 


Leitura com o apoio...


                                           8872402_4dbCQ.jpegGrupo_LeYa.jpg


 

Comentários

  1. Acho que não é o tipo de livro que leria mas ainda bem que gostaste :)

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  2. Porque dizes isso?
    Pergunto porque acho que existem um pouco de preconceito em relação ao livros desta escritora.

    ResponderEliminar

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