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Dia 4 | Nosso diário em quarentena

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O desafio de hoje é apresentar a opinião a um filme. Eu vou aproveitar a oportunidade e partilhar com vocês a opinião dos últimos três filmes que vi. 


"Collette" (2018)


21288252_YTcIl.jpegEste foi daqueles filmes que apanhei por acaso na televisão. Chamou-me à atenção e decidi ver. 
"Collette" tem uma sequência narrativa muito interessante. Sidonie é uma jovem francesa que se casa com Willy, um escritor que gosta do luxo e por isso anda sempre com problemas financeiros. Ele acaba por convencer Sidonie a escrever pequenas histórias, baseadas na sua infância , que ele publica em nome dele. É óbvio que isto acaba por se tornar motivo de conflito interior para Sidonie. O mundo dominado pela masculinidade acaba por ser bem representado neste filme. O papel da mulher está longe de ser associado a uma profissão e ao sucesso profissional. Porém, há alguns contornos do romance entre Sidonie e Willy que me apanharam de surpresa no filme e que geram conflitos e reflexões pertinentes. 
Apesar de ter gostado não é um filme que integre o meu top de filmes preferidos da vida. Aliás, é daqueles filmes que basta uma visualização, ou seja, não tenho vontade de o voltar a ver. 
Conhecem o filme? Qual a vossa opinião sobre ele?


Classificação


"O Fim da Inocência" (2017)fim-da-inocencia.jpgApanhei este filme da televisão no fim-de-semana após ter falado dele numa das aulas que dei na universidade. 
Queria ter lido primeiro o livro, mas comecei a ver o filme e a minha curiosidade fez com que o visse até ao fim. 
"O Fim da Inocência" é um filme sobre a vida conturbada de um grupo de adolescentes. Sexo, droga e álcool são dominadores comuns nas relações que se desenham entre eles. 
Foram muitas as vezes em que senti nojo. Fez-me muita confusão a quantidade de comportamentos de risco em que aqueles jovens se envolveram. A minha adolescência e a dos meus colegas está muito longe da realidade que é assustadoramente retratada no filme. Por aqui, foi tudo muito pacífico e os jovens com quem lido também vivem uma adolescência pacifica, com as suas necessidades de exploração, mas com um bom sentido de proteção. Há droga? Claro que sim! Há álcool? Das coisas a que mais facilmente acedem. Porém, aqueles que caem em excessos não me parecem ir tão longe como os adolescentes do filme.
Os jovens que eu conheço não frequentam escolas privadas, são de classe média ou média-baixa e estão conscientes dos perigos do consumo de droga e de álcool. Eu sei que isto não quer dizer que eles não consumam, contudo é algo que os protege em situações de confronto com este tipo de realidades. Também, aos 14 anos, têm ainda uma liberdade muito condicionada pelos pais. Há uma boa supervisão parental.
Por sua vez, o filme é protagonizado por miúdos do ensino privado e com um bom nível socioeconómico. A supervisão parental é muito deficitária. Aos 14/15 anos já têm um grau de liberdade que considero desadequado e desajustados às necessidades de desenvolvimento destes jovens.
Foi interessante ver este filme tendo presente os resultados de uma investigação da qual fiz parte. Esta investigação teve como objetivo conhecer os comportamentos de risco e as experiências adversas na infância de um grupo de adolescentes de um concelho no norte do país. Os resultados revelaram uma realidade um pouco assustadora relativamente a situações de abuso sexual e à saúde sexual. Há comportamentos de risco, mas estes estão circunscritos uma pequena parte da amostra (que era representativa população em estudo). 
Muitos pais devem ter ficado chocados com o filme. Algo perfeitamente normal. Também tenho curiosidade em saber o que sentiram os jovens e saber o que é que eles acham. 
Apesar da dura realidade que o filme retrata e mesmo não me identificando com as vivências retratadas acho que poderá ser um bom ponto de discussão em grupos de jovens e de pais. Consciencializar os pais para a importância do seu papel e da definição clara de regras e limites é algo fundamental para que os jovens cresçam de forma saudável.


Classificação


"Luzes do Norte" (2009)


MV5BMTcyODk0NzExOF5BMl5BanBnXkFtZTgwODc2MzcwMzE@._"Luzes do Norte" serve unicamente para entreter. O enredo é bastante fraco e as interpretação são horríveis. 
Neste filme, há um crime para desvendar! Mas tudo se desenvolve de forma tão pouco coerente e consiste que, por momentos, o filme se transformou aos meus olhos numa comédia de baixa qualidade. Nem o romance que nasce no filme é bonito e com uma mensagem especial. É , simplesmente, previsível e não provoca qualquer tipo de palpitações nem origina suspiros de agrado.
É curioso que apesar do filme ser mau algo nos puxa a ver até ao fim. Eu lá vi o filme, mas com a consciência de que daqui a uns tempos nada restará na minha memória.


Classificação: 

Comentários

  1. O que nos puxa a ver o Northern Lights até ao fim é aquela curiosidade mórbida que nos impede de desviar os olhos dos acidentes de comboio xD

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  2. Dos que referiste só vi o Colette e, na altura, gostei mas não adorei. De facto, não foi um filme que me marcou porque pouco me lembro dele.
    Confesso que não tinha noção que o "O Fim da Inocência" tinha sido adaptado.
    Espero ler mais opiniões dos filmes que fores vendo :)

    ResponderEliminar
  3. "Colette" é um filme que não fica na memória. Gosta-se, mas falta-lhe qualquer coisa que o torne memorável.
    Sim, foi adaptado. Agora não sei se foi apenas do volume 1. "O Fim da Inocência" de Francisco Salgueiro. Não li os livros, mas tenho alguma curiosidade.
    Obrigada :)

    ResponderEliminar

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