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Dia 8 | Nosso diário em quarentena

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Não sabia muito bem o que abordar nesta temática. Já escrevi sobre as adaptações que gostei mais do que os livros, já escrevi sobre livros e as respetivas adaptações que queria ler/ver... Ou seja, estava sempre a sentir que já não tinha muito sobre este assunto para explorar.


Depois de andar a escarafunchar nas minhas ideias surgiu-me uma que poderá ser mais interessante: uma lista com aspetos que dificultam a vida a todos os envolvidos numa adaptação cinematográficaEspero que gostem e que até possam completar esta minha lista. 



  • O tempo
    A duração média de um filme é um elemento ingrato quando olhamos para o número de páginas de um livro. Se é verdade que existem livros mais curtos que é mais fácil adaptar, existem outros para os quais é necessária uma verdadeira ginástica para conseguirem fazer uma boa adaptação.


  • As expetativas quase sempre elevadas dos leitores
    Quando leio um livro faço um enorme filme na minha cabeça. Imagino as personagens, imagino o cenário, imagino os acontecimentos... É claro que isto, em algumas situações, permite-me desenvolver uma ligação especial com o livro. Isto dificulta imenso a forma como passo a olhar para o filme. Irei sempre à procura de algo que vá ao encontro daquilo que criei na minha imaginação. 


  • Pressão sobre o guionista
    Quando se trata de uma adaptação de um  argumento acho que a pressão é maior para quem escreve o guião adaptado. Acho que esta pressão é maior quando se tratam de livros que foram um sucesso editorial. Adaptar um livro adorado muitos leitores, que apaixonou a crítica literária deve ser um enorme desafio. Conservar a história, ajustando o conteúdo à tela e atender aos elementos mais importantes do livro de forma a conquistar o telespetador deve ser um enorme desafio.


  • Palavras sem imagens
    Há aspetos do livro e da narrativa que são muito difíceis de transformar em imagens. Pessoalmente, acho que isto acontece mais quando os atores escolhidos não representam bem. Há sentimentos, cenários criados pelos escritores e características das personagens que representam uma grande dificuldade no momento de os/as passar do filme para a tela.


Estes aspetos não são certos nem errados, são apenas as minhas perceções. 
Partilhem comigo as vossas.  

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