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Por detrás da tela | "Outlander" T1 (2014)

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Esta é daquelas situações em que devia morder a língua... Mas uma boa mordida! E porquê? Porque eu não percebia o fascínio em torno da séria. Li o primeiro livro e como não foi uma leitura memorável pensei que a série teria o mesmo efeito em mim. Devido à minha experiência de leitura não conseguia perceber o fascínio das pessoas para com a série. 


O canal AXN White, há uns meses, começou a exibir a primeira temporada. Na desportiva decidi ver o primeiro episódio e testar os meus preconceitos. O que é certo é o primeiro episódio foi suficiente para me viciar na série. A cada episódio que via, maior era a minha vontade de continuar a ver a série.


Dificilmente haverá alguém desse lado que ainda não tenha visto esta série (geralmente eu sou sempre mais atrasada que a maioria dos comuns mortais), mas para o caso de existir alguém que não conheça passo a explicar, em traços gerais, o cenário global da história. 
Claire é uma mulher jovem que vive com o seu marido no Reino Unido, no anos 40, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Numa espécie de lua de mel / pesquisa história, Claire e o marido viajam até à Escócia. E, sem algo que o explique, Claire viaja no tempo, até ao século XVIII.


É muito interessante ver de que forma ela se posiciona numa época atrás do seu tempo. A relação que ela constrói com Jamie é o reflexo dos brilhante trabalho dos atores. A química deles é inexplicável, o que confere um realismo magnífico. As cenas mais intensas entre eles (sejam discussões, sejam as mais carinhosas) prendem o espetador tal é a carga emocional que eles conseguem colocar em cena. 


Para além das brilhantes interpretações,  os cenários verdejantes e a banda sonora oferecem ainda mais qualidade à série. Eu rendi-me à banda sonora desta temporada! A música de abertura fica no ouvido e é extremamente delicada. Todas as outras ajudam a entrar no espírito da narrativa e no tempo em que ela acontece. O guarda-roupa parece ter sido escolhido com muito cuidado e, também, ajuda o espetador a situar-se no passado.


Desta primeira temporada, o episódio sete foi aquele que mais me surpreendeu. A forma como foi narrado é tão inteligente e diferente que me ficou gravado na memória. O episódio começa pelo fim e, ao longo de cerca de 50 minutos, Claire e Jamie mostram-nos como foi o dia que os levou até ali. A conjugação entre passado e presente marca o episódio e oferece um dinamismo muito especial. 


Toda a contextualização histórica nem sempre foi fácil de acompanhar, mas eu não era grande conhecedora dos acontecimentos históricos que marcaram o século XVIII no Reino Unido. Porém, o avançar da série permitiu-me uma melhor compreensão dos factos.


Fiquei imensamente feliz quando vi que o canal iria exibir a segunda temporada. E lá vou eu para a segunda temporada com expetativas elevadíssimas. Para já, não está a desiludir.

Comentários

  1. Fiquei cheia de vontade de ler Outlander por causa da Sónia Rodrigues Pinto, mas ainda não se proporcionou. Geralmente, prefiro começar pelos livros e só depois avançar para as adaptações. No entanto, quando vi que o AXN White ia transmitir a primeira temporada, decidi que não podia perder e, tal como tu, viciei.

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  2. Espero que possas ler os livros em breve.
    A série é mesmo muito cativante. Só espero que o canal continue a transmitir as restantes temporadas.

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