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Opinião | "Anna e o beijo francês" de Stephanie Perkins

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Na altura em que recebi este livro (através de uma troca), a Daniela do "Quando se abre um livro" comentou comigo que este livro lhe parecia ter uma história muito fofa e que tinha vontade de o ler. O instinto literário dela não falhou. De facto, "Anna e  beijo francês" é uma história bastante amorosa e com um grupo de adolescentes bastante interessante.


Anna é uma adolescente americana que vai para Paris fazer o último ano do secundário. A ideia foi do pai, um famoso escritor (qualquer semelhança desta personagem com Nicholas Sparks será apenas coincidência literária), e ela não teve oportunidade de manifestar a sua opinião. 
Chegada a Paris, Anna vê-se obrigada a lidar com o choque cultural, uma nova língua e a necessidade de construir novas amizades.


Por todos os desafios que uma mudança acarreta, os primeiros capítulos ofereceram algumas situações caricatas que me divertiram e me fizeram rir. É certo que algumas situações são demasiado estúpidas e podem parecer irrealistas, como o facto de Anna estar num colégio inglês e ter receio de pedir comida porque pensa que os empregado só falam francês e ela ainda não domina a língua. Mas quantas foram as vezes em que as nossas inseguranças nos impediram de fazer coisas aparentemente simples? Tantas a insegurança é tanta que bloqueia as nossas ações e os nossos comportamentos.


A história vai avançando e as relações começam a tornar-se mais densas e profundas. Os problemas surgem, os dramas adolescentes começam a dar tonalidade à narrativa e tudo se desenvolve com um bom ritmo. Não há espaço para momentos aborrecidos.


Paris alimenta muito da dinâmica que a escritora criou para as personagens e para o desenvolvimento dos acontecimentos. Eu passeei por Paris com este livro. Umas vezes conheci a cidade através dos olhos da Anna, outras vezes dos olhos dos amigos. A minha vontade de conhecer a cidade já era substancial, este livro só aumentou ainda mais a minha vontade. Se já queria conhecer a cidade antes desta leitura, quando terminei o livro apanhava de bom grado o avião e ia conhecer os jardins, os momentos e os recantos tão característicos daquela cidade. 


É claro que é um livro com os seus clichés. Além disso assistimos a comportamentos imaturos por parte da Anna e dos seus colegas. Um deles em particular fez com que olhasse para a Anna com olhos um pouco maus. Ela mostra o seu lado cínico, hipócrita, egoísta e pouco correto e não respeitou a regra do "não faças aos outros aquilo que não gostaste que te fizessem a ti". Mas é uma adolescente, a construir a sua personalidade e definir-se enquanto pessoa. 
No fundo, estas páginas guarda, os dramas que só os adolescentes conseguem construir, o grupo das miúdas populares, as zangas entre amigos, as paixões, os sonhos, as conquistas... Tudo aquilo que eu facilmente associo aos adolescentes, Stephanie Perkins conseguiu colocar no papel de uma forma cativante. 


É um livro marcado pelo final feliz da Anna. É um final amoroso que alimenta os nossos sonhos mais românticos. 


Classificação

Comentários

  1. É capaz de ser interessante. Na altura em que tive conhecimento do livro nem cheguei a ler a sinopse, pensei que seria uma história com adultos e não com adolescentes. Mas pelo que descreves, parece ser uma leitura cativante.

    Beijinhos

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  2. Olha, eu também pensava que seria um livro com personagens adultas ou jovens adultas.
    É um livro engraçado, leve, descontraído e com os dramas típicos da malta desta idade.
    Beijinhos

    ResponderEliminar

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