Avançar para o conteúdo principal

Opinião | "O diário de Bridget Jones" de Helen Fielding

P_20200506_141702.jpg


"O diário de Bridget Jones" deu origem a um filme que marcou o ano de 2001. Recordo-me vagamente do filme, ficaram-me na memória a interpretação da atriz Renée Zellweger e dos momentos cómicos que vão surgindo ao longo do filme.


Foi com a expetativa de encontrar uma leitura divertida que me atirei à leitura deste livro. Agora, das duas uma, ou eu perdi o sentido de humor ou este livro não tem situações tão cómicas como eu esperava. Não me fez rir e não me diverti a lê-lo. Tive alturas em que me aborreci um pouco com a Bridget e as suas atitudes infantis. Demasiado infantis para a idade.


Mas se me irritei com a Bridget, Pam, a mãe dela, conseguiu despertar em mim instintos assassinos! A vontade de saltar para o livro e lhe bater era tanta, que sempre que ela aparecia na história eu tinha de respirar fundo para aguentar a futilidade e estupidez que a acompanhava.


Brincadeiras, inseguranças, romances que se notam a léguas que não vão correr bem, a luta com o peso e a vida laboral são os temas que ilustram as entradas do diário de Bridget Jones. Fui lendo, embalada pelo discurso simples e pela expetativa de uma tragédia eminente. 


Sinceramente, não sou capaz de identificar o tipo de leitor a quem este livro possa agradar. É daquelas incógnitas literárias, pois poderá agradar a alguns leitores e desiludir outros; mas sem que haja um perfil específico para quem são os leitores que gostam e os que não gostam.


Sei que o livro tem continuação, mas no meu caso as minhas aventuras com as peripécias de Bridget Jones terminam por aqui. Não restou vontade, nem curiosidade de continuar a acompanhar as vidas destas personagens.


Classificação

Comentários

  1. Bem, já vi que detestaste mesmo o livro! Eu julguei que o tinha lido algures na adolescência, mas não está no goodreads por isso se calhar não li. Mas o primeiro filme, pelo menos, sei que vi porque me lembro vagamente da história da Bridget Jones.

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  2. Não é que tenha detestado o livro, mas não foi uma boa leitura .
    Paciência. Outros virão!
    Beijinhos

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Palavras Memoráveis

Quer dizer que podemos fazer isto juntos. Quer dizer que me deixas furar a carapaça. Só assim é que isto pode resultar. Tu deixas que eu te magoe e eu deixo que tu me magoes. Tess Gerritsen, A pecadora

Por detrás da tela | Love, Rosie

Classificação: 5 Estrelas Já há muito tempo que por aqui não aparecia uma opinião a um filme. A realidade é que já não via um filme há muito, muito tempo.  Há uns dias, enquanto via trailers no youtube cruzei-me com este Love, Rosie  e fiquei logo com curiosidade para o ver.  Adorei o filme. Eu tenho um carinho especial por histórias de amizade que, aos poucos, se vão solidificando em algo mais importante. E assim nasce um amor... Porém, nem sempre é fácil chegar a essa conclusão acerca dos novos sentimentos que vão aparecendo.  Rosie e Alex são os protagonistas deste filme e adorei as interpretações de ambos. Transmitem muito bem os sentimentos, têm um entendimento que contribui muito para a história em si.  O enredo acaba por ser simples, mas muito bonito.  É um filme para todos aqueles e aquelas que gostam de romance e de dramas que tendem a afastar caminhos que deviam estar a cruzar-se algures nos trilhos do destino. Só no fim do filme é que me apercebi que era uma adaptação do li...

Por detrás da tela | "Call me by your name" (2017) e After (2019)

Call me by your name Assim que terminei de ler o livro, achei que era uma boa ideia ver o filme. Foi a decisão mais acertada!  Temos um filme bastante fiel ao livro, porém há passagens no filme que eu só as compreendi na sua totalidade porque tinha lido o livro (mais especificamente a sequência de cenas com os calções do Oliver).  É um filme que cheira a verão. Que me fez querer ir uns dias para aquela casa, para aqueles pomares , só para sentir o cheiro da fruta madura e a frescura das águas. Isto resulta de um excelente trabalho na construção das cenas e numa boa captação dos cenários. A narrativa do filme acompanha a narrativa do livro, exceto a parte final. A intensidade da história de Elio e Oliver, a descoberta daquele amor, as dificuldades em geri-lo são aspetos que fazem parte da ação central do livro e que aparecem muito bem representados no filme. Eu estava com algum receio relativamente à forma como o livro seria transportado para o filme. Este receio tinha como base a minha...