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Opinião | "Cassiopeia" de Joana Ferraz

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"Cassiopeia" surpreendeu positivamente a Daniela. O entusiasmo dela foi grande e eu acabei por ir um pouco atrás do entusiasmos dela. 
Eu confio nas opiniões da Daniela e, por isso, esperei ser surpreendida. Infelizmente, a minha experiência com este livro foi menos entusiasmante comparativamente à dela.


Cassiopeia é o nome da protagonista. Uma jovem que, aos 30 anos, sofre um enfarte e fica em coma. Enquanto ela se encontra neste estado, viajamos até diferentes períodos da sua vida, conhecemos as pessoas mais significativas e de que forma vão decorrendo as visitas que vai recebendo.


A escrita da Joana Ferraz é muito boa. As palavras encaixam-se de forma clara e envolvente. Vi nestas páginas uma fantástica capacidade em narrar os acontecimentos ao mesmo tempo que consegue captar o leitor.


Afinal, o que é que não funcionou comigo? O conteúdo. Não consegui estabelecer nenhuma conexão com a história nem com a Cassiopeia. Alguns elementos da narrativa não me fizeram muito sentido, nomeadamente: a depressão da mãe após o divórcio, muito por causa de um conjunto de revelações feitas no final do livro; e a viagem a Badajoz para fazer algo que já era possível ser feito em Portugal. 
Cassiopeia é extremamente imatura, senti isso em cada passagem do livro, e isto foi mais um elemento que dificultou a minha aproximação às personagens e a tudo o que ia acontecendo.


Senti que foi uma leitura desligada. Lia sem me sentir envolvida. Lia sem sentir que fazia parte daquelas vidas. Lia com uma distância emocional tão grande que me impediu a aproximação a tudo o que se ia passando naquelas páginas.


O final baralhou-me ainda mais as ideias. É um final aberto em que cada leitor poderá retirar as suas próprias conclusões. Fiquei um pouco aborrecida com este final, principalmente por causa de todas as revelações finais que oferecem uma nova perspetiva relativamente à vida de Cassiopeia.


Foi uma leitura satisfatória. Não me proporcionou um grande entusiasmos, mas gostei de ler e de conhecer um trabalho de uma nova escritora portuguesa. Considero que este livro é daqueles que apesar de não ter funcionado muito bem comigo poderá funcionar com outros leitores. Estamos na presença de um livro bem escrito, por isso é a subjetividade relacionada com a relação que o leitor constrói com a história que irá determinar o seu gosto por esta história. 


Em suma, este livro não funcionou tão bem comigo, mas poderá funcionar melhor contigo. Por isso, não te inibas de apostar neste livro. 


Classificação

Comentários

  1. Que pena não ter resultado contigo. Pela premissa, parece mesmo interessante

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  2. Cada leitor é diferente é reagimos de forma diferente aos mesmos livros.
    Pelo menos fiquei muito contente porque conheceste uma autora nova e esse já é um aspeto positivo. Venham novas partilhas como esta.

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  3. Neste caso foi mesmo apenas a reação ao conteúdo, porque a escrita é irrepreensível. Foi mesmo uma questão de conexão pessoal.
    É verdade! E fiquei contente de conhecê-la.
    Beijinhos

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  4. Também tive pena, sabes! O livro está bem escrito, foi mesmo o conteúdo da história que não criou conexão comigo. Por isso é daqueles casos que se deve mais a uma questão subjetiva de avaliação pessoal da história do que propriamente um problema com a escrita ou com o enredo.

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