
Quantos sonhos cabem no coração de um jovem? Quanto tempo podem eles lá viver? Será que acabam quando as crianças se tornam adultos?
"Os sonhadores" de António Mota mostra que há sonhos que ficam em nós para sempre. A infância passa, a adolescência termina; mas os sonhos passam por todas as etapas ficando, muitas vezes, intocáveis.
Ler este livro foi um boa descoberta. Nunca tinha lido nada de António Mota e fiquei com vontade de ler mais. Esta leitura fez-me recordar da magia e do desespero que pode advir de passar pelas diferentes fases da vida vivendo num meio pequeno. Algumas passagens eram tão familiares que poderia ter sido eu a vivê-las.
Apesar deste encanto, o encadeamento da narrativa não é simples. Há momentos que podem ser confusos. Em algumas passagens eu senti essa confusão. O livro tem duas histórias que se vão entrelaçando de uma maneira muito própria. E, nessa ligação, eu tive dificuldade em separá-las. A uma certa altura senti que eram uma mesma história.
É um livro dirigido a um público mais jovem, mas receio que os jovens de hoje tenham dificuldade em se identificar com a história e com as vivências das personagens. Acredito que possam haver jovens que gostem. Contudo, aquilo que sinto é que os jovens de hoje não se deixariam envolver por esta história porque ela não aborda questões com as quais eles se podem identificar. Por isso, a quem esta a iniciar o seu percurso de leitor, "Os sonhadores" poderá não ser a opção mais acertada. Penso que aqueles jovens com alguma experiência enquanto leitores poderão desfrutar mais da história e conseguir assimilar com mais sucesso o conteúdo que lhes é apresentado.
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