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Mensagens

A mostrar mensagens de dezembro, 2020

O atípico 2020

Atípico é a palavra que mais vejo a ser usada para caracterizar 2020. Geralmente, vejo-a a ser usada como uma conotação algo negativa. Reconheço a dureza de um ano marcado por uma pandemia que ficará para sempre impressa na História Mundial. Porém, o meu balanço final é de infinita gratidão por todas as coisas que este ano me ofereceu. É claro que não foram apenas momentos positivos, mas os bons acontecimentos foram suficientes para aclarar a nuvem negra que pairava sobre mim há já alguns anos. Por isso, para mim, foi atípico numa perspetiva positiva. Inicie 2020 com uma esperança renovada. Emocionalmente andava mais leve, mais solta.  Foi o ano em que mais trabalhei. Em algumas semanas do confinamento trabalhei ininterruptamente de segunda a segunda. Em maio acusei um pouco o cansaço e alguma frustração que se foi mantendo até outubro. Em fevereiro assinei o primeiro contrato de trabalho em nove anos. Foi um mini contrato, mas que me soube a algo maior. Eu tinha uma caneta especial pa...

Balanço final | Abecedário literário

A mado, Nuno: "À espera de Moby Dick" B essa-Luís, Agustina: "A síbila" C arvalho, Maria João Lopo: "Marquesa de Alorna" D are, Tessa: "O duque da ruína" E ger, Edith: "A bailarina de Auschwitz" F ielding, Helen :  "O diário de Bridget Jones" G erritsen, Tess: "Lembranças macabras" H oover, Colleen: "Verity" I J K L ewis, Susan: "Desaparecido" M oyes, Jojo: "Viver depois de ti" N O 'Farrel, Maggie: "Antes de nos encontrarmos" P erkins, Stephanie: "Anna e o beijo francês" Q ueirós, Eça: "Os Maias" R ibeiro, Ana: "Ao teu lado" S tell, Danielle: "Palomino" T avares, Miguel Sousa: "Rio das flores" U V eiga, Paula: "A Rainha perfeitíssima" W iggs, Susan: "O mapa do coração" X Y Z immler, Richard: "À procura de Sana" Mais um desafio que não completei, mas que acho que correu muito bem. Só deixei por p...

Opinião | "Éramos seis" de Maria José Dupré

Vi a novela da Globo que resultou da adaptação deste livro. Gostei tanto da novela que fiquei com vontade de ler o livro. Em traços gerais, a novela segue a linha narrativa que dá corpo ao livro. É óbvio que a novela tem diferentes adaptações  e está enriquecida com histórias paralelas, mas em muitos aspetos há uma reprodução fiel dos acontecimentos. Por isso, nada neste livro constituiu uma surpresa para mim. Eu sabia o que ia acontecer e isso quebrou o efeito mágico da leitura.  A história centra-se em exclusivo na família de Dona Lola. A vida dos filhos, o marido, as necessidades financeiras, a forma como ela vai gerindo todas as crises familiares e as suas reflexões preenchem o espaço narrativo e temporal do livro.  A leitura foi interessante, mas não entusiasmante. Comparo esta leitura a uma viagem num cruzeiro por águas calmas: conseguimos ir apreciando a paisagem de forma calma e pacífica, sem sobressaltos e sem momentos cheios de adrenalina.  Não houve espaço para grandes emoçõ...

Leituras

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Balanço final | Ataque a estante

Este desafio foi criado pela Daniela do blog Quando se abre um livro . Acabei por achar piada ao desafio e, de forma informal fui registando leituras e compras. Eis o meu comportamento:      🌼 Comprei 13 livros (mais dois que foram oferecidos e não os li). Destes 13 livros, li quatro (um eles foi oferecido posteriormente.      🌼 Dos livros adquiridos até final de 2019 foram lidos 16 livros.  Considero que fui bem sucedida no desafio. Li muitos livros da minha estante, dei alguma atenção aos livros que foram chegando e não fiz assim muitas compras. A Daniela fará nova edição deste desafio e eu irei participar.

Opinião | "28 dias" de David Safier

Este livro encheu-me o olho na prateleira da biblioteca. A sinopse convenceu-me a trazê-lo. Estava com muita curiosidade para ler este livro e viver uma aventura no contexto da Segunda Guerra Mundial, sem campos de concentração envolvidos. Mira, a nossa personagem principal, tem 16 anos, vive no gueto de Varsóvia e permite a sua sobrevivência e a da sua família dedicando-se ao contrabando de produtos. A sinopse promete uma aventura mais arriscada, com a participação de Mira num grupo da resistência. A atividade do contrabando é muito arriscada, e o autor deixou isso bem claro na forma como ia apresentando os factos. Contudo, ao longo da leitura fui-me questionando que parecia ser sorte a mais. Tudo corria demasiado bem. Havia ali um fator sorte demasiado intenso para que tudo fosse real. E isto foi alimentando páginas e páginas deste livro. É claro que existiam outros acontecimentos, mas eu começava a ficar ansiosa. Afinal, quando é que as coisas iam de facto animar-se? Quando é que a ...

Balanço final | Desafio de leitura Manta de Histórias 2020

Uma distopia: "Correria dos pássaros presos" de Ana Gil Campos Escrito por uma mulher, com uma protagonista mulher: "Palomino" de Danielle Steel Livro de uma saga ou série: "Lembranças Macabras" de Tess Gerritsen Leitura conjunta: "Os pássaros" de Célia Correia Loureiro Novela gráfica ou BD Um livro com mais de 500 páginas: "Rio das flores" de Miguel Sousa Tavares Autor premiado com o Nobel Livro do pano nacional de leitura: "Os Maias"de Eça de Queirós Livro com um animal na capa: "À espera de Moby Dick" de Nuno Amado Um livro de contos Livro de literatura lusófona: "Éramos seis" de Maria José Dupré Livros que querias ler em 2019: "Desaparecido" de Susan Lewis Romance histórico: "Marquesa de Alorna" de Maria João Lopo de Carvalho Policial ou thriller: "As gémeas de gelo" de S. K. Tremayne Baseado numa história verídica: "Cada suspiro teu" de Nicholas Sparks  Um livro ...

Por detrás da tela | "Eu, Tonya" (2017) e "Snu" (2019)

Eu, Tonya Apanhei uma valente surpresa com este filme. Não sabia muito sobre o filme, mas por qualquer motivo que eu não consigo identificar, esperava uma história mais ligeira. Posso dizer-te que este filme não tem nada de ligeiro.  O filme narra a história da patinadora artística Tonya Harding desde a sua infância até à idade adulta.  A infância desta jovem foi tudo menos positiva e feliz. Uma mãe abusiva dita a construção de uma personalidade completamente asfixiante. Sim, senti-me asfixiada pela agressividade desta mãe e na forma como ela cresceu dentro da Tonya. Apesar do talento desta jovem, a pobreza fez com que ela não fosse bem aceite no meio artístico. Os fatos caríssimos não tinham o brilho das adversárias e isso originava ainda mais raiva dentro de Tonya.  As relações que ela foi construindo ao longo da sua vida eram doentias. Havia muita violência e tensão nas interações. Foi um pouco aflitivo assistir a isto ao longo do filme. É claro que estas emoções se devem à brilhant...

Opinião | "Demência" de Célia Correia Loureiro

Não li a primeira edição de "Demência". Vi muitas opiniões positivas em relação a este livro. Vi quem o achasse melhor que "O funeral da nossa mãe". Pessoalmente, acho que são livros diferentes, cada um com o seu valor. Têm um ponto em comum: a sua capacidade de mexer com as emoções. "Demência" dá voz à violência doméstica e à demência. As palavras embalam-nos em direções mais ou menos previsíveis, mas que em nada diminuiu o entusiasmo e o interesse pelo livro. É uma viagem literária em constante desassossego. Desassossego por Letícia que procura manter-se inteira depois de ter sido despedaçada. Desassossego por duas crianças que sabem quanto custam os momentos de terror. Desassossego por uma mulher que lida com a doença e com a perda da melhor forma que consegue. E no meio destes sobressaltos e desassossegos há espaço para a importância que uma amizade pura pode ter nas nossas vidas. Há espaço para o poder curativo que só o amor consegue. Há espaço para o...

Balanço final | Pirâmide literária

Este ano criei o desafio Pirâmide literária. Consegui completar os dois primeiros níveis e faltou-me apenas uma categoria para completar o terceiro nível e, assim, finalizar este desafio. Apesar de não o ter terminado, estou muito feliz com o resultado final. Nível 1 2 livros de autores nacionais: "Rio das flores" de Miguel Sousa Tavares; "Raparigas como nós" de Helena Magalhães. 2 livros escritos por homens: "As gémeas do gelo" de S. K. Treymayne; "Os Maias" de Eça de Queirós. 2 livros escritos por mulheres: "Viver depois de ti" de Jojo Moyes; "Desaparecidas" de Susan Lewis 1 livro oferecido: "O duque da ruína" de Tessa Dare. 1 livro que está na estante há mais de dois anos: "Palomino" de Danielle Steel Nível 2 3 livros escritos por mulheres: "Verity" de Colleen Hoover; "Meu amo, meu senhor" de Tehmina Durrani; "Antes de nos encontrarmos" de Maggie O'Farrell. 3 livros escr...

Palavras memoráveis

Opinião | "A troca" de Beth O'Leary

Não há nada tão pessoal como a forma como cada ser humano escolhe lidar com a dor emocional. Gerir emoções negativas é um processo individual e que obedece a leis muito próprias.  Infelizmente, o julgamento social sobre o comportamento adotado na hora de lidar com emoções tristes ainda está muito presente.  A gestão emocional é um dos assuntos mais profundos retratados neste livro. É interessante perceber que um assunto tão sério é abordado de forma muito inteligente recorrendo a um tom divertido e descontraído. Esta forma descontraída de abordar coisas séries parece ser uma característica muito pessoal de Beth O'Leary. Eileen e Leena, avó e neta. Mantêm uma relação especial, mas as respetivas vidas precisam de uma certa agitação. Eileen tem sede por conhecer a vida na cidade, Leena precisa de sair da ilha para ver a ilha. As duas acabam por trocar de lugares: Eileen vai para a casa da neta em Londres e Leena vai para a casa da avó que fica numa zona mais rural e cheia de particula...

Conto de Natal | Que o Natal seja o que quiseres

(imagem retirada daqui ) A imsilva do blog Pessoas e coisas da vida  lançou o desafio de escrevermos um conto de Natal. Depoois de alguns dias a marinar a ideia, lá consegui escrever alguma coisa. Espero que gostes Isabel. ― O que fazes aqui? – Rodrigo levantou os olhos da sua ceia de consoada para a encarar. Ela sorrio e encolheu os ombros. Começou a despir o casado. Enquanto o colocava na cadeira perguntou-lhe: ― Onde é que posso pegar num prato e pegar na minha ceia. Rodrigo continuava a olhar para ela. Ainda não acreditava que ela estava ali, à sua frente. A voz dela despertou-o. ― Então, vais dizer-me ou não? Ele acenou com a cabeça e com o dedo apontou-lhe para um espaço ao fundo da sala. ― Obrigada! Agora come um pouco mais devagar. Melhor! Para de comer e espera por mim. Vim aqui para jantar contigo. E lá foi ela em direção ao local onde estava a mesa com a loiça e a comida.   2 horas antes ― Não podes estar bem!! Como é que me dizes que não vais passar a consoada connosco, a t...

Mensagem de Natal

Este ano não me sinto muito natalícia. Não fiz árvore de Natal, comprei menos presentes, nem de mim para mim comprei...  Sempre gostei do Natal, que para mim significa muito mais do e paz. Para mim, é sempre uma época de balanços, com alguma melancolia à mistura. Não sou de grandes confusões, nem de almoços e jantares com muita gente. Gosto do silêncio do Natal, do espaço à reflexão que ele permite. Gosto de olhar as luzes e lembrar das minhas pessoas, daquelas pessoas que ao longo do ano amparam as minhas quedas, soltaram foguetes nas minhas conquistas, choraram e sorriram comigo.  Qualquer que seja o significado do Natal para vocês, aquilo que eu desejo a todos aqueles que gostam de passar por aqui é que sejam dias bonitos. Dias em que se permitam estar com pessoas significantes para vocês (não muitas, atenção COVID-19), que sintam paz e amor no coração e que se deixem invadir por toda a luz que acompanha esta época.  Um Feliz Natal para quem está desse lado!

Opinião | "A Rainha Perfeitíssima" de Paula Veiga

Descobri a minha paixão por romances históricos já tarde no meu percurso de leitora. Talvez tenha acontecido porque o meu interesse pela História também chegou já no final da adolescência.  Hoje em dia é sempre com algum entusiasmo que me "atiro" numa leitura com uma forte componente histórica. "A Rainha Perfeitíssima" é um livro dedicado à Rainha D. Leonor, que é, também a narradora de todos os acontecimentos. A sequência narrativa é muito confusa. Ainda ponderei se esta confusão advinha dos meus escassos conhecimentos relativamente a este período da História de Portugal. Porém, já li outros livros históricos, que retratavam épocas e acontecimentos completamente desconhecidos para mim e com os quais não senti nenhuma dificuldade. Aliás o meu conhecimento no fim da leitura aumentou. Por esta razão, considero que o problema está mesmo no livro, mais especificamente na forma como a história foi contada. A leitura tornou-se um pouco aborrecida. Os factos eram narrados ...