Em 2020 eu coloquei como meta de leitura 40 livros. A minha experiência dos anos anteriores levou-me a ser mais comedida. Não valia a pena colocar um valor muito elevado dada a imprevisibilidade do meu tempo. Antes do verão estive tentada a baixar o número.
Para muitos o confinamento ofereceu-lhes mais tempo para a leitura. No meu caso sucedeu o inverso. Em março só consegui ler um livro. E nos dois meses seguintes só consegui ler três em cada um deles.

Os meses de verão consegui colocar as leituras em dia e nos últimos meses do ano houve uma certa continuidade no número de livros lidos.
Assim, em 2020 li 48 livros (mais quatro do que em 2019), num total de 15 713 páginas (mais 398 do que em 2019, o que parece ser sugestivo de que li livros mais pequenos em 2020).
O livro mais pequeno que li foi "O duelo" de Anton Tchékhov e o maior foi "Encontro com o destino" de Lesley Pearse. Já em 2019, o livro com mais páginas que li era da autora Lesley Pearse e foi o livro anterior ao que li este ano. 
A classificação média dos livros lidos e classificados é de 3.17 (pontuo os livros de 1 a 5). Este valor é o mais baixo comparativamente ao ano de 2019. Tenho consciência que em 2020 arrisquei um pouco mais nas leituras e li coisas diferentes do habitual.
Três livros foram classificados com 1 estrela e cerca de 44% das minhas leituras receberam 4 ou 5 estrelas, uma percentagem inferior à de 2019.

Relativamente à origem dos livros, 16 foram livros que estavam na minha estante, 8 chegaram cá a casa através da generosidade das diversas editoras que colaboram comigo (e a quem eu agradeço imenso a cedência dos livros) ou enviados pelo(a) escritor(a), 3 foram livros emprestados (um valor bastante inferior ao do ano passado) e 11 foram requisitados na biblioteca (valor superior ao do ano passado). Em 2020 li 4 ebooks.
Li exatamente o mesmo número de livros escritos por homens do que em 2019, 11 livros. As mulheres continuam em grande destaque e ocupam grande parte das minhas escolhas.

Das 48 leituras feitas, tive a oportunidade de descobrir 30 novos autores. Parece que foi um ano para apostar em novos escritores e escritoras. De entre estas descobertas destaco Aroa Moreno Durás, Maria João Lopo de Carvalho, C. J. Tudor e Matt Haig. São autores que descobri em 2019 e de quem quero ler mais livros.
Em 2020 consegui recuperar da vergonha de 2019 e li 18 livros de escritores(as) nacionais. Poderia ter sido um número mais elevado, mas considero que foi um bom resultado. Espero em 2021 manter ou chegar, pelo menos, aos 20 livros.
Ao longo do ano fui registando numa tabela alguns valores mensais. Exceto janeiro e março, todos os outros meses li um livro de um(a) escritor(a) nacional. Agosto foi o mês em que a média de páginas lidas por mês foi mais elevada. Janeiro e fevereiro são os meses onde a média das classificações dos livros foi mais elevada.

Para finalizar deixo as minhas 10 melhores leituras de 2020.

"Razões para viver" de Matt Haig
"O teu nome é uma promessa" de Deborah Smith
"Marquesa de Alorna" de Maria João Lopo de Carvalho
"Sem saída" de Cara Hunter
"Encontro com o destino" de Lesley Pearse
"Viver depois de ti" de Jojo Moyes
"Antes de nos encontrarmos" de Maggie O'Farrel
"Demência" de Célia Loureiro
"A filha do comunista" de Aroa Moreno Durán
"Verity" de Colleen Hoover
Este ano vou contabilozar, mas sei que li mais neste últimos 6 meses do que nos últimos 6 anos
ResponderEliminarBem... 2020 significou a aquisição ou regresso de um bom hábito.
ResponderEliminarQue 2021 te traga boas leituras.