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Mensagens

A mostrar mensagens de março, 2021

Por detrás da tela | "Love on the sidelines" (2016) e "Febre Ferrante" (2017)

Love on the sidelines Há umas semanas estava com uma enorme necessidade de ver um filme leve, descontraído e que me garantísse um final feliz. Pesquisei nos filmes disponíveis na televisão e acabei por selecionar este "Love on the sidelines".  É um filme romântico, cheio de clihés: o jogador que se lesiona, a rapariga que passa por uma crise profissional e acaba como assintente de um jogador cheio de dinheiro e o romance inevitável que nasce dessa relação. O filme tem alguns momentos cómicos e garantiu-me aquilo que estava à procura: diversão, romance e uma história que não exigesse muito dos meus neurónios. Tudo no filme se encaixa dentro do género para o qula foi construído. A música, os cenários e o conteúdo da história articulam-se de forma simples e intuitiva.  A mensagem do filme é semelhante a outros filmes do género: a importância de acreditarmos em nós próprios e nas nossas capacidades, a irmos mais além das aparências e o amor surge quando mesno esperamos.  As inter...

52 perguntas | 13 # Formas de ganhar o meu coração

(Imagem retirada daqui ) Meu coração é tecido de simplicidade. Abriga palavras sinceras, sejam elas mais doces ou mais ácidas. O que importa é que sejam sentidas, sinceras que visem o meu crescimento. Não abriga palavras julgadores ou depreciativas, porque essas são preenchidas de amargura e toxicidade.  No meu coração cabem os gestos simples e que surpreendam. São gestos que chegam em moeda de troca. São oferecidos com a única missão de demonstrar amor e amizade.  O meu coração gosta das mensagens e dos postais. Vibra com a certeza da lembrança que vem do outro.  O meu coração alimenta-se de momentos partilhados. Pode ser uma caminhada pelo monte mais íngreme, ou pelo areal de uma praia. Pode ser uma visita a um museu, ou uma entrada numa sala de cinema. O que permanecerá no fim é a certeza do tempo partilhado e das memórias construídas.  O meu coração também tem um lado materialista que se enternece quando recebe livros escolhidos em especial para ele. Não se importa com a origem dos...

Palavras memoráveis

Opinião | "Seita maldita" (Rizzoli & Isles #8) de Tess Gerritsen

"Seita maldita" deixou-me com uma valente ressaca literária. Pouco li nos dias que se seguiram tal era a forma como toda esta história ficou agarrada na minha memória. Foi dos melhores livros da série. Um livro muito sensorial e com uma narrativa cheia de armadilhas que me levaram a becos sem saída. Aconteceu uma coisa interessante com esta leitura. Habitualmente crio teorias e tento antecipar o que poderá acontecer, neste livro isso não aconteceu. Fui embalada pela leitura e deixei-me surpreender pelo rumo dos acontecimentos. Contrariamente aos livros anteriores, que se centram muito nos elementos relacionados com a parte criminal; o "Seita maldita" acabou por se centrar em Maura e numa aventura que ela arriscou viver. Deixou as cautelas de lado, abandonou a sua ponderação e decidiu embarcar numa aventura que se revelou uma verdadeira provação. Maura tinha ido a Wyoming para um congresso médico e acaba por aceitar o convite de um colega de faculdade para um fim de ...

Top ten tuesday #69 | 10 livros para ler na primavera

A primavera chegou ao Hemisfério Norte e eu aproveito para fazer mais uma lista de livros a ler nesta estação do ano. Antes de vos apresentar os livros que quero ler na primavera, vou fazer um balanço da minha  lista  anterior. Durante o inverno, li apenas 6 livros. Passei por uma fase de menos leituras o que condicionou o número de livros lidos. A verde estão assinalados os livros lidos e a vermelho os livros que ficaram por ler. Como tenho feito anteriormente os livros não lidos desta lista passam automaticamente para a lista da primavera e adicionei mais seis. Cá estão eles: Espero que estes meses corram melhor. Vou aproveita e participar na maratona Estações Literárias promovida pela @croma_dos_livros e pela @ thephoenixflight.

52 perguntas | 12 # Alguém de quem tens saudades

Já fui uma pessoa muito saudosista. Pensava imenso nas pessoas com quem partilhei fases da minha vida. Senti falta de pessoas que passaram a viver longe de mim. Atualmente, olho para as coisas com outra perspetiva. É uma perspetiva mais racional, solitária e menos dada a saudosismos.  (imagem retirada daqui ) Estes últimos anos fizeram-me colocar as pessoas em perspetiva. Levaram-me por caminhos diferentes, permitiram-me olhar de forma diferente para as pessoas que tinha na minha vida. Daqui resultou a certeza de que há pessoas que quero manter na minha vida e outras que não faço questão. Por isso, procurei libertar-me emocionalmente daquelas que não acrescentavam nada aos meus dias. Acho que foi este distanciamento que me obrigou a colocar a saudade em perspetiva. Olhei mais para dentro de mim, para as minhas necessidades e para as relações que construi. Decidi alimentar as que me fazem bem. E nesse processo percebo que não há lugar para saudades, porque há contacto e interesse mútuo....

Palavras memoráveis

 

Opinião | "Mistérios do Sul" de Danielle Steel

Uns anos atrás lia muito Danielle Steel. Foi das primeiras escritoras deste género de livros que mais fui lendo. A biblioteca municipal tinha muitas obras da escritora e eu fui lendo tudo o que podia. Das muitas leituras que fiz, guardo com carinho "A mansão Thurston" e um dos meus preferidos da vida "Mensagem do Vietname".  Hoje em dia, ainda leio com carinho as obras desta escritora mas sem o encanto dos olhos de uma leitora com pouca experiência e com pouco conhecimento das obras literárias. Gosto de ler, são livros que divertem e entretêm, mas falta-lhes a profundidade e uma escrita com maior capacidade de demonstração que passei a encontrar noutras obras. "Mistérios do sul" representa uma tentativa da escritora introduzir uma componente de thriller nas suas obras. Na minha perspetiva não funcionou muito bem. Acabou por se perder um pouco no drama central que vai alimentando a narrativa. Esta é uma história de uma mulher que supera de um divórcio difíc...

52 perguntas | 11 # Se pudesses fugir, para onde irias?

Se eu pudesse fugir... 🌍 Saltava para dentro de um livro. Poderia ser um romance histórico e ter a oportunidade de viver numa época diferente da minha; ou um romance contemporâneo, com uma bonita história de amor e o final feliz estivesse garantido. 🌍 Metia-me num comboio e ia conhecer todas as capitais europeias. Conhecer a Europa através de viagens de comboio deve ser inesquecível. 🌍 Apanhava o avião para Itália, alugava um carro e ia conhecer a Costa Amalfitana. 🌍 Ia conhecer África e tentar perceber o fascínio que acompanha as descriçoes de todos aqueles que por lá passaram e passam. 🌍 Infiltrava-me num cruzeiro pelo Mediterrâneo e experimentava o Dolce far niente.  🌍 O que não me faltam são ideias para onde ir. E tu? Se pudesses fugir, para onde irias?

Palavras memoráveis

Opinião | "Inocência impetuosa" de Stephanie Laurens (Regencies #3)

Às vezes preciso de um livro bem ligeiro. Uma história previsível, que se leia rápido e que não exija muito esforço mental. "Inocência impetuosa" chegou no momento certo através de uma troca de pontos do site Winkingbooks. Como deves adivinhar, não é um livro complexo nem muito exigente. Contudo cumpre a sua função de entreter e permitiu-me limpar a cabeça de leituras mais densas.  Georgina Hartley regressa a Inglaterra e precisa de proteção. Teve de fugir ao seu primo para poder sobreviver com dignidade na sociedade londrina. Uma jovem que encanta os salões de baile, e conquista o coração de muitos nobres. Os outros contornos são fáceis de antever. O final, tal como eu esperava, é previsível e aquece o coração. Há romance, há intriga, há dúvidas amorosas, crises existenciais. A escrita é fácil de acompanhar e causa um pouco de adição, o que torna difícil largar o livro.  Sei que daqui a uns tempos pouco ou nada me lembrarei deste livro e do seu conteúdo. Por isso, são livros...

Por detrás da tela | "Julieta" (2016) e "Coco avant Chanel" (2009)

Hoje partilho contigo mais dois filmes que assisti durante o mês de fevereiro.  Julieta Penso que este foi o primeiro filme Espanhol que vi na vida. Não tinha grandes expetativas, apenas alguma curiosidade por perceber como tudo se ia desenvolver. A ação deste filme centra-se em Julieta, uma mulher adulta que se cruza com uma pessoa do seu passado na rua. Este encontro mais fugaz leva-a a uma processo de desconstrução das suas memórias e a analisar o seu percurso de vida.  Não quero dar mais pormenores sobre os elementos que orientam ação, porque acho que são eles que acabam por ditar a relação entre espetador e o filme. Foi engraçado porque dava por mim a tentar adivinhar o rumo da história, baseando-me em clichés muito específicos, e acaba por ser surpreendida. Uma vez ou outra aconteceu eu prever o rumo dos acontecimentos, mas outras vezes consegui ser surpreendida e isso acabou por ser um ponto positivo.  É um bom filme! Tem uma carga dramática que consegue surpreender e que me dei...

52 perguntas | 10 # descreve o teu estilo

Até agora este é o tópico mais difícil para mim. O processo de auto-análise é complexo e exige um mergulho profundo aos nossos traços e sentimentos. O tópico também não é muito concreto. Pode remeter para várias áreas, por isso vou tentar apresentar alguns pontos. Moda - Eu sou uma pessoa zero moda, zero marcas. Não ligo quase nada a isto. Sou fã de roupa em segunda mão. Uso salto raso (odeio saltos altos), onde o meu calçado preferido são sapatilhas. Não gosto de roupa formal, mas há ocasiões específicas onde recorro a ela (é só mesmo quando tem que ser). Sou pessoas de cores suaves. Castanhos, preto, azul-escuro, brancos, cinzento e tons pastel são os meus preferidos. Não gosto de roupa nem de calçado demasiado elaborado. Sou uma nulidade a maquilhagem, não tenho paciência para cabeleiro (só lá vou quando o estado do meu cabelo é insuportável). Não vou manicura, não tenho paciência (e muitas vezes me questiono como é que as pessoas com um certo comprimento de unha conseguem fazer as...

Palavras Memoráveis

Opinião | "Nome de código: Traição" de Karen Cleveland

Quando vou à biblioteca opto por trazer obras de autores desconhecidos. A biblioteca permite-me arriscar em obras sem que a minha carteira sofra. Diversifico leituras, autores, géneros... Ainda bem que existem bibliotecas. Da última vez que lá fui "Nome de código: Traição" foi um dos escolhidos para trazer para casa. Uma escolha às cegas que não me conquistou.  Em alguns momentos, a leitura foi um pouco forçada. Senti-me tão confusa em alguns momentos da história que tornaram difícil a minha vinculação às personagens e aos acontecimentos. "Nome de código: Traição" conta a história de uma agente do FBI, Stephanie Maddox, que sempre sonhou em apanhar os poderosos que se dedicavam a atos de corrupção. Isto é resultado do seu passado e de uma situação que precisou de silenciar.   Este acontecimento passado é o mote para o desenvolvimento da história. Criam-se umas histórias paralelas estranhas que, a meu ver, foram introduzidas para gerar conteúdo. Em termos lógicos e d...

Fevereiro | Quem chegou?

Fevereiro foi um mês de abusos! Acho que nunca comprei tantos livros num único mês. Aproveitei algumas promoções e, por isso, fiz mais compras.  Vamos lá conhecer o que veio parar cá a casa. Troca Aproveitei os pontos do site da Winkingbooks e pedi o livro "Inocência Impetuosa" de Stephanie Laurens.  É um livro que me parece ter uma história ligeira e que se lê bem. Talvez o use para intercalar entre leituras mais densas. Compras Comecei por aproveitar a promoção da presença. Deixei passar alguns dias e um dos livros que eu queria esgotou. Tive de substituir uma das minhas opçãoes inciais. Acabei por comprar nesta promoção (4 livros por 25€) os seguintes livros: "Encontro em Itália" de Liliana Lavado; "Quando o sol brilha" de Rui Conceição Silva; "Fica comigo" de Noelia Amarilho e "A mãe não me deixa contar" de Cathy Glass.  Uma vizinha pediu-me para lhe comprar um livro para o filho através da Wook. Para não pagar os portes acabei por...

52 perguntas | 9 # livro favorito

Pedir a um leitor para identificar um livro favorito é um castigo demasiado pesado. Tenho vários livros favoritos. São livros diferentes, com características diferentes e com mensagens únicas. Porém, tenho de indicar pelo menos um. Vou indicar aquele com uma das histórias de amor mais bonitas da literatura: "O grande amor da minha vida" de Paullina Simons. Não resisto a uma bonita história de amor. E esta é bonita, profunda e intensa. Juntem-lhe acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, locais idílicos da Rússia e frases muito sensoriais e tem um livro que, apesar da sua extensão, se lê sem sentir o virar das páginas. O que achas deste livro?