Hoje partilho contigo mais dois filmes que assisti durante o mês de fevereiro.
Julieta

Penso que este foi o primeiro filme Espanhol que vi na vida. Não tinha grandes expetativas, apenas alguma curiosidade por perceber como tudo se ia desenvolver.
A ação deste filme centra-se em Julieta, uma mulher adulta que se cruza com uma pessoa do seu passado na rua. Este encontro mais fugaz leva-a a uma processo de desconstrução das suas memórias e a analisar o seu percurso de vida.
Não quero dar mais pormenores sobre os elementos que orientam ação, porque acho que são eles que acabam por ditar a relação entre espetador e o filme. Foi engraçado porque dava por mim a tentar adivinhar o rumo da história, baseando-me em clichés muito específicos, e acaba por ser surpreendida. Uma vez ou outra aconteceu eu prever o rumo dos acontecimentos, mas outras vezes consegui ser surpreendida e isso acabou por ser um ponto positivo.
É um bom filme! Tem uma carga dramática que consegue surpreender e que me deixou presa ao ecrã. As interpretações são de qualidade, permitindo que eu reconhecesse angústias, emoções e sentimentos de uma forma adequada. A fotografia não tem uma qualidade fenomenal, mas facilmente a questão da imagem passa para segundo plano quando a preocupação se centra nos acontecimentos e no mundo interior das personagens.
Ficou o interesse em explorar mais as produções cinematográficas Espanholas e em particular do Pedro Almodóvar (o realizador deste filme).
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Coco avant Chanel

Desde que vi o filme sobre Frida Khalo que fiquei de filmes biográficos. Estava com uma enorme curiosidade relativamente a "Coco avant Chanel". Há figuras que deixam a sua marca na História e Chanel é uma dessas pessoas.
O filme retrata a vida de Coco antes dela se tornar uma lenda no mundo da moda. O entusiasmo esmoreceu ao fim de 30 minutos de filme. Pensei que fosse por causa da narrativa, mas após alguma reflexão consegui que o meu problema é com a atriz que interpretou Coco Chanel. Audrey Tautou não me convence. Acho que lhe falta expressividade e entrega. Nunca a consigo ver submersa nos papéis que interpreta. Já no filme "O fabuloso destino de Amélie", a interpretação desta atriz me tinha deixado irritada e desconfortável.
Nestas coisas nunca sabemos o quanto representa a realidade e o quanto é produto da liberdade dos argumentistas e realizadores. Eu desconhecia por completo a história desta mulher, e aquilo que o filme mostra permitiu-me conhecer uma mulher inteligente, criativa e bastante resiliente.
O filme mostra sofrimento, amor, a luta pelos sonhos e as dificuldades que, por vezes, a vida insiste em colocar pela frente. Para mim, o filme vale muito pela mensagem. É inspirador ver a vida de uma mulher que não desistiu, que fez valer os seus sonhos e que transformou o seu talento e criatividade numa marca intemporal.
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