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Inquietação #8 | Fui enganado(a)

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Muito se fala do marketing associado ao mundo dos livros. São várias as vozes que se manifestam contra determinadas capas, contra determinados títulos... Um sem fim de aspetos que dificultam a comunicação entre leitores e o mundo editorial.


Eu só fico chateada quando me sinto enganada. Não sou pessoa de ligar muito às capas dos livros e ao seu aspeto físico. Porém ligo muito ao título escolhido. 
Quantas vezes leste um livro cujo título não acompanhou a história que leste? O que é que sentiste nessa situação?


A situação onde me senti mais enganada foi com o livro "A bailarina de Auschwitz" da autora Edith Eger. Se não leste, o que pensas ser o conteúdo deste livro? Que tipo de acontecimentos marcam esta história?
Deves estar a pensar em campos de concentração, 2ª Guerra Mundial... Talvez uma história super dramática que acaba num ambiente demasiado feliz ou num ambiente demasiado triste. É nisto que estás a pensar? Se é, lamento; o livro é muito mais do que a vida de uma pessoa num campo de concentração. 


Felizmente, a minha experiência com o livro foi extremamente positiva. No fim, só ficou a revolta do título não espelhar o conteúdo do livro. O título original é The choice, o que considero a escolha certa para o conteúdo que retrata. É já conhecido o abuso constante da palavra Auschwitz como um elemento para captar leitores. Acho um aspeto desnecessário e que até parece banalizar um acontecimento Histórico de elevada importância. Além disso, não acho nada correto quando reduzimos um livro tão amplo aos acontecimentos que ocupam menos de um terço do livro. Sim, a protagonista esteve num campo de concentração; mas a vida dela deu-lhe muito mais para contar e partilhar com as pessoas.


Fiquei mesmo chateada com isto! E aquelas pessoas que partiram para este livro a pensar que o foco era a 2ª Guerra Mundial e os campos de concentração? Acho que o seu nível de aborrecimento é ainda maior, porque o livro é mais do que Auschwitz. É a luta de uma mulher e a forma como ela decidiu encaixar as coisas menos positivas da sua vida no seu crescimento e desenvolvimento pessoal. Para quem é da psicologia, as últimas páginas são uma verdadeira fonte de inspiração. 


Inquieta-me esta forma desproporcional como se constrói o livro e a estratégia de marketing escolhida. Inquieta-me o facto de não respeitarem o real conteúdo do livro. Eu considero que a transparência e a seriedade são pilares importantes na forma como escolhemos comunicar com os outros. 
É importante respeitar o conteúdo do livro. É importante optar por um título que reflita de forma mais específica possível a história que preenche aquelas páginas. Para mim, são elementos essenciais para que, enquanto leitora e consumidora de livros, me sinta respeitada.


E tu, dás mais atenção aos títulos ou às capas?


Já te sentiste enganado por este tipo de estratégias de marketing? 


Partilha comigo um livro um livro que te fez sentir enganado(a)? 

Comentários

  1. Curiosamente, não sou de ler os livros que são muitos badalados. Eu escolho sempre um livro pela capa, título é o que me faz decidir é a sipnose. Um exemplo de um livro muito badalado e que assim tão extraordinário" A rapariga do comboio". Já lestes?

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  2. Eu não ligo quase nada às capas.
    Sim, já li "A rapariga do comboio" e, tal como tu, também não achei nada de extraordinário. Nem o filme me convenceu.
    Gostei mais do segundo livro da autora, "Escrito na água". Já leste?

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  3. É a primeira coisa que me chama atenção! Era para ter comprado, mas como o primeiro ficou muito além...

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